- Comprometimento de renda no 1º tri foi de 86,1%, alta de 5 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2025, quando ficou em 81,1%.
- A pesquisa da Equifax BoaVista, em parceria com a Acordo Certo, mostra que a maior parte dos consumidores pretende manter gastos sob controle durante a Copa de 2026, com 62,3% não pretendendo comprar equipamentos para acompanhar os jogos.
- Formas de assistir às partidas: 91,6% devem ver em casa; 5,3% em bares; 3,1% em eventos como fan fests.
- Entre quem já gastou com o torneio, 61,1% não tiveram complicações financeiras, 30,8% acumularam contas e 7,6% esperam dificuldade para manter as contas em dia; 11,1% pretendem fazer apostas.
- Endividamento total no 1º tri ficou em 37,6% (queda de 0,6 ponto percentual); 60,8 milhões de brasileiros estavam negativados, alta de 6,9% ante 2025.
O comprometimento de renda das famílias brasileiras segue influenciando os gastos com a Copa do Mundo de 2026. No 1º trimestre, o indicador atingiu 86,1%, frente a 81,1% no mesmo período de 2025, uma alta de 5 pontos percentuais.
A pesquisa é da Equifax BoaVista, em parceria com a Acordo Certo, e aponta que a maior parte dos consumidores pretende manter os gastos sob controle durante o torneio. Em especial, 62,3% não pretendem comprar equipamentos eletrônicos para assistir aos jogos.
Bruno Gonzales, diretor de produtos de crédito da Equifax BoaVista, afirma que o comprometimento elevado reduz a capacidade de consumo e favorece um comportamento mais cauteloso, com foco no equilíbrio financeiro.
Mais da metade dos brasileiros pretende assistir aos jogos em casa, segundo o estudo. 91,6% dizem que acompanharão as partidas nesse ambiente, 5,3% planejam ir a bares e 3,1% participarão de eventos como fan fests.
Entre os consumidores que já gastaram com o torneio, 61,1% não relatam dificuldades financeiras após as compras. Já 30,8% acumularam contas e 7,6% anteveem dificuldade para regularizar as finanças.
A pesquisa também aponta baixo interesse em apostas para a Copa do Mundo de 2026, com apenas 11,1% dos entrevistados afirmando pretender apostar.
Negativados
No 1º trimestre de 2026, o endividamento total ficou em 37,6%, queda de 0,6 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2025.
Cerca de um terço dos brasileiros com CPF elegível à concessão de crédito está inadimplente. Ao todo, 60,8 milhões de pessoas estavam negativadas, alta de 6,9% frente ao 1º trimestre de 2025.
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