Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

A economia dos minimercados: a dinâmica financeira do varejo de bairro

Mercados de bairro lutam pela lucratividade: custos de abastecimento e margens apertadas desafiam a sustentabilidade, enquanto ações locais fortalecem clientela

Nadir Reis adotou algumas estratégias para se diferenciar no mercado de trabalho, como a entrega em domicílios aos clientes
0:00
Carregando...
0:00
  • Sacolão Reis, dirigido por Nadir Reis, opera com foco em fechar o mês, indo ao Ceasa quase quarenta quilômetros, quatro vezes por semana, com custo de cerca de R$ 15 mil por semana e margem de vinte por cento para cobrir embalagens.
  • O fornecimento é feito diretamente com fabricantes, exceto grãos; gastos com fornecedores somam até R$ 40 mil mensais, e as compras são feitas conforme falta de itens.
  • Segundo Sebrae, treze por cento dos minimercados recorrem a grandes redes para itens como arroz e feijão; 16,4 por cento trabalham com distribuidores exclusivos e 29,5 por cento via fabricantes.
  • Economista vê risco de ruína se não houver apoio a pequenos produtores e ressalta que a competição não é direta com grandes redes, mas a negociação e o mix limitado pesam no negócio.
  • O negócio diversificou, incluindo itens naturais na prateleira próxima ao caixa para atrair novos clientes e fidelizar os já atendidos pela comunidade.

O Correio apresenta a engrenagem econômica dos minimercados, com foco no Sacolão Reis, localizado na Rua 20, em São Sebastião. O dono, Nadir Reis, 44 anos, gerencia a loja sozinho: compra, seleciona mercadorias e faz entregas. O objetivo é fechar o mês com lucro.

A operação envolve logística reduzida e custos controlados. Nadir percorre o Ceasa quatro vezes por semana para comprar hortifrútis e itens da mercearia. O custo semanal da operação fica em torno de R$ 15 mil, com margem de cerca de 20% para cobrir embalagens e despesas internas.

Pelas mãos do fornecedor

O fornecimento se dá diretamente com fabricantes, exceto nos grãos, que chegam de terceiros. As compras mensais somam cerca de R$ 40 mil. Em parte, o empresário recorre ao atacarejo para itens como arroz e feijão, seguindo uma prática comum entre 11,5% dos minimercadistas, segundo pesquisa do Sebrae.

Avaliando o cenário, o economista Ciro Avelar aponta que a competição não é direta com grandes redes, mas há riscos para o pequeno negócio. A negociação restrita e a ausência de crédito para produtores locais podem colocar os minimercados em desvantagem frente atacadistas.

Crescer no pequeno

Nadir investiu em diversificação para fidelizar clientes, ampliando o mix com itens difíceis de encontrar em grandes redes. Do lado da clientela, Maria de Fátima, 65 anos, compra mensalmente no atacarejo e, semanalmente, no mercadinho, para itens cotidianos. O objetivo é manter a renda familiar estável.

Profissionalização e caminhos futuros

Especialistas ressaltam a importância de gestão financeira, estoque e precificação. O Sebrae oferece apoio para melhorar layout, venda e presença digital. Entre as tendências, destacam-se pedidos por WhatsApp, delivery local e pagamentos digitais, bem como a melhoria da experiência de compra nas lojas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais