- 760 pessoas foram ouvidas entre março e abril de 2026; 88% dizem estar dispostos a fazer mais pelo meio ambiente, mas apenas 17% sabem se as compras são “amigáveis ao planeta”.
- A confiança é o principal gargalo: 18% acreditam que as empresas cumprem promessas de sustentabilidade, 13% verificam as informações e 11% conseguem distinguir promessas verdadeiras de greenwashing.
- Quase metade dos brasileiros (49%) desistiria de comprar de uma empresa ao descobrir que ela não é sustentável; entre os Engajados esse índice chega a 77%.
- O estudo identifica três perfis: Engajados (32%), Pragmáticos (42%) e Indiferentes (26%); juntos, Engajados e Pragmáticos somam 74% dispostos a ver provas concretas de sustentabilidade.
- Setores com maior sensibilidade são alimentos e bebidas, cosméticos, farmacêuticos e veículos; bancos apresentam menor exigência, mas regiões atingidas por desastres climáticos elevam a cobrança, com 58% desse grupo já boicotando empresas por questões ambientais.
Um estudo inédito apresentado nesta segunda-feira, 25, revela que apenas 1 em cada 5 brasileiros confia nas promessas de sustentabilidade das marcas. A pesquisa ouviu 760 pessoas entre março e abril de 2026 e mostra que 49% já abandonariam produtos ao descobrir que não são sustentáveis. O tema ganhou destaque também no setor financeiro, com impactos visíveis entre consumidores de bancos e serviços financeiros.
O levantamento, realizado pela Ilumeo em parceria com a Ecomunica e a Weleda, aponta que 88% dos entrevistados dizem estar dispostos a fazer mais pelo meio ambiente, mas apenas 17% sabem se as compras são realmente sustentáveis. A principal barreira é a desconfiança: apenas 18% acreditam que as empresas cumprem o que prometem, 13% verificam informações com frequência e 11% reconhecem diferenças entre promessas verdadeiras e greenwashing.
O estudo introduz o conceito de fadiga do discurso, associada a mensagens genéricas e difíceis de verificar que acabam fortalecendo o ceticismo. A CEO da Ecomunica, Ellen Bileski, reforça que falar sem provas desgasta a credibilidade das marcas. O trabalho também revela perfis de consumo: Engajados (32%), Pragmáticos (42%) e Indiferentes (26%), com 74% do público aberto a evidências concretas de sustentabilidade.
Resultados e perfis de atuação
Entre os dados, quase metade dos brasileiros afirma desistir de produtos não sustentáveis. Entre os Engajados, esse índice chega a 77%. Alimentos e bebidas, cosméticos, farmacêuticos e veículos aparecem como categorias com maior sensibilidade ao ESG e maior risco reputacional para as empresas.
Surpreende a constatação de que bancos e serviços financeiros, embora tenham menor exigência ambiental em valores absolutos, registraram o maior salto de exigência entre quem vive em áreas afetadas por mudanças climáticas. Entre esse grupo, houve incremento de 0,73 na escala de importância do tema, quase o dobro do registrado em alimentos e bebidas.
Desastres climáticos regionais ampliam a propensão a trocar de fornecedor, com destaque para farmacêuticos, cosméticos e eletroeletrônicos. Empresas de setores vulneráveis ao clima também precisam demonstrar responsabilidade ambiental para manter credibilidade entre consumidores afetados pelo impacto direto.
O que os consumidores querem
A maior parte dos respondentes, 57%, utiliza selos e certificações como principal fonte de informação sobre sustentabilidade. Analistas destacam que o consumidor brasileiro não é apático, mas está desorientado e carece de clareza, provas e ferramentas para transformar intenção em decisão concreta.
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