- O índice Nikkei 225, em Tóquio, fechou a 65.158,19 pontos, alta de 2,87%, ultrapassando pela primeira vez os 65 mil pontos.
- Xangai Composto avançou 0,96% e CSI 300 subiu 1,6%, enquanto Taiwan atingiu máximas históricas com 43.644 pontos.
- Os preços do petróleo caíram ante a esperança de um acordo para encerrar o conflito com o Irã; Trump disse ter instruído seus representantes a não se precipitar em acordo.
- SoftBank atingiu recorde, impulsionado pela expectativa de retorno com OpenAI e SB Energy, acompanhando a valorização do setor de tecnologia.
- Na China, o setor de carvão teve alta após desastre em minas, e o de semicondutores subiu com a Huawei estimando chips de ponta até 2031; corretoras também avançaram após crackdown em investimento transfronteiro.
As bolsas da Ásia fecharam em alta firme nesta segunda-feira, com Tóquio acima de 65 mil pontos pela primeira vez. O movimento ocorreu após cair o petróleo, em meio à expectativa de um acordo que encerre conflitos com o Irã, o que elevou o apetite por risco. Mercados de Seul e Hong Kong estiveram fechados por feriados.
O índice Nikkei 225, de Tóquio, encerrou em alta de 2,87%, aos 65.158,19 pontos. Na China, o Xangai Composto subiu 0,96% para 4.152,56 pontos, e o CSI300 avançou 1,6%. Em Taiwan, o índice fechou em 43.644 pontos, marcando máximas históricas.
Trump enfatizou, no domingo, que pediu aos representantes que não se precipitem em acordo com o Irã, minimizando esperanças de avanço imediato. No dia anterior, disse que EUA e Irã tinham negociado grande parte de um memorando de entendimento sobre a hidrovia, parte da rota de petróleo e gás.
Declarações de Trump e tom de mercado
Chris Weston, da Pepperstone, disse que o foco dos investidores tem ficado no tom das manchetes. Segundo ele, o humor está no aguardo de uma resolução, em vez de previsões de curto prazo sobre um acordo.
No Japão, as ações do SoftBank atingiram recorde histórico, impulsionadas pela expectativa de retornos com participações da organização na OpenAI e na SB Energy, caso ocorram aberturas de capital. As ações do grupo subiram 4,6% nesta sessão.
Na China, o impulso veio do setor de carvão, diante do pior desastre em minas em 17 anos. A expectativa de maior fiscalização pode reduzir oferta, contribuindo para a alta de ações do setor. O subíndice de carvão subiu 2,6%.
Destaques setoriais na China
As ações de semicondutores também avançaram após a Huawei anunciar planos de desenvolver chips de ponta até 2031, com densidade de transistores equivalente a processos de 1,4 nanômetro. Corretores se destacaram após anúncio de repressão a investimentos transfronteiriços.
O governo chinês apontou punições a corretoras envolvidas em movimentação de dinheiro ilegal para mercados estrangeiros, o que ajudou a elevar o CSI de bancos de investimento e corretoras em 1%.
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