- Prazo termina na próxima sexta-feira para divulgar balanços de 2025 e do primeiro trimestre de 2026 e concluir o plano de capitalização de 8,8 bilhões de reais.
- BRB e Governo do Distrito Federal buscam empréstimo de 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito, sem aval do Tesouro Nacional.
- Governadora Celina Leão afirmou que a liquidez já foi resolvida e que o caminho agora é resolver o problema contábil e o capital.
- Ações de rebaixamento já ocorrem: S&P Global Ratings, Moody’s e Fitch reduziram as notas do BRB nos últimos meses.
- Em assembleia, o BRB também trabalha para ampliar o capital com emissão de até 2,5 bilhões de ações a 5,36 reais cada, priorizando atuais acionistas mas abrindo espaço para novos investidores.
BRB encerra hoje o prazo para divulgar balanços de 2025 e do 1º trimestre de 2026, além de concluir o plano de capitalização de 8,8 bilhões de reais apresentado ao Banco Central. A data foi definida pelo presidente Nelson de Souza.
A governadora do DF, Celina Leão, afirmou que o problema de liquidez já foi solucionado. O foco agora é resolver a parte contábil e a questão de capital da instituição. A atuação do BRB permanece sob escrutínio público.
Para viabilizar a capitalização, o BRB negocia com o Fundo Garantidor de Crédito um empréstimo de 6,6 bilhões de reais. A operação depende do aval do Tesouro Nacional para liberar os recursos.
Paralelamente, o BRB visa reforçar o capital com a emissão de até 2,5 bilhões de ações, elevando a capitalização em até 8,8 bilhões de reais. O preço por ação foi fixado em 5,36 reais, priorizando os atuais acionistas, com possibilidade de entrada de novos investidores.
Parlamentares da oposição reuniram-se com Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, para tratar do futuro do BRB. Eles classificaram as medidas do GDF como insuficientes e protelatórias, segundo relatos à imprensa.
A liberação do empréstimo depende de aprovação federal, segundo Celina Leão. Ela afirmou que há garantias para respaldar a operação e que o governo federal é peça-chave para avançar as tratativas com o FGC.
Caso os documentos não sejam apresentados no prazo, o BRB pode sofrer novos rebaixamentos pelas agências de classificação de risco, prejudicando a confiança do mercado e elevando os custos de captação.
A crise levou a três rebaixamentos: S&P Global Ratings, Moody’s e Fitch, que ajustaram as notas do BRB para cenários de maior risco. Especialistas ressaltam que o banco, apesar de público, precisa de apoio externo para recompor suas finanças.
Luciana Acioly, doutora em economia, disse que as notas refletem fragilidade financeira e o risco de calote. Ela ressalta que o BRB está longe do grau de investimento, mas continua viável com aporte de novos acionistas e apoio de outras instituições.
Açeara de governança e transparência também foi destacada pela especialista. Ela aponta que atrasos nos balanços prejudicam a avaliação de risco e elevam custos financeiros e reputacionais, além de colocar em xeque controles internos da instituição.
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