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Busca por imóveis no Brasil persiste apesar de juros altos e endividamento

Mercado imobiliário brasileiro mantém demanda estável, com 49% dos brasileiros pensando em comprar nos próximos 24 meses, mesmo com juros elevados

16.dez.25 - Visitante observa maquete no Feirão da Casa Própria
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  • 49% dos brasileiros pretendem comprar um imóvel nos próximos 24 meses; o índice era 50% no quarto trimestre de 2025 e 44% no mesmo período de 2024.
  • Desemprego de 6,1% e rendimento médio real de R$ 3.367 em 2025 ajudam a manter a confiança na compra de longo prazo.
  • Levantamento ouviu mais de 2 mil pessoas em 221 cidades, com 14% já em busca ativa (9% pela internet, 5% presencialmente).
  • Moradia continua prioritária: 83% citam esse objetivo; 38% querem sair do aluguel e 12% deixar a casa dos pais. Preferência de imóvel: casas de rua (47%), apartamentos (35%), casas em condomínio (14%), terrenos (4%).
  • Minha Casa, Minha Vida sustenta a intenção; o FGTS ampliou limites de renda e teto de financiamento. Vendas no trimestre somaram 54.510 unidades; no primeiro trimestre de 2026 foram 110.722, alta de 4,1% frente a igual período de 2025; acumulado de 12 meses, 438.012 unidades.

A busca por imóveis no Brasil permanece aquecida no primeiro trimestre de 2026, mesmo com juros altos e maior endividamento familiar. Estudo dos Indicadores Imobiliários Nacionais, CBIC e Brain aponta 49% dos brasileiros com intenção de adquirir imóvel nos próximos 24 meses. Dados são anteriores ao fechamento de março.

O levantamento ouviu 2 mil pessoas em 221 cidades, com apoio técnico do Secovi-SP e correalização do Sesi. O recorte mostra que 14% estão em busca ativa, sendo 9% pela internet e 5% em visitas presenciais. Taxa de desemprego ficou em 6,1%.

A renda também sustenta o otimismo. O rendimento médio mensal real chegou a R$ 3.367 em 2025, maior nível da série. A avaliação é de que fatores macroeconômicos positivos ajudam a manter a disposição de investir no longo prazo.

Entre os motivos, 83% indicam moradia como objetivo principal. Sair do aluguel aparece em 38% e 12% querem deixar a casa dos pais. O interesse por investimento em imóveis chega a 13%, especialmente para locação.

Casas de rua são opções favoritas, com 47% das preferências, seguidas de apartamentos em 35%. Casas em condomínio somam 14% e terrenos 4%. O programa Minha Casa, Minha Vida também foi citado como sustentáculo da demanda.

Em março, o Conselho Curador do FGTS elevou limites de renda e teto de financiamento do programa. Faixa 4 passou a ter renda máxima de R$ 13 mil e teto de imóvel de R$ 600 mil. O impacto é recente, ainda sendo monitorado.

No primeiro trimestre de 2026, o Minha Casa, Minha Vida respondeu por 49% das vendas nacionais, com 54.510 unidades. O total de vendas residenciais no trimestre foi de 110.722, alta de 4,1% frente a 2025.

No acumulado de 12 meses, as vendas chegam a 438.012 unidades, indicando continuidade da demanda mesmo diante de juros elevados. As informações ajudam a mapear o comportamento do mercado e o papel de políticas públicas.

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