- Stellantis produzirá, a partir de 2028, um carro urbano de baixo custo em Pomigliano d’Arco, Itália, com preço estimado em cerca de 15 mil euros (aprox. R$ 87 mil).
- O grupo pretende internacionalizar o modelo, fortalecendo parcerias entre Fiat, Citroën e Opel e buscando plataformas globais mais simples.
- O objetivo é enfrentar a invasão de carros chineses no mercado europeu, com o veículo atuando como um novo compacto elétrico acessível.
- No Brasil, a meta é lançar o LeapMotor B03X, abaixo de R$ 150 mil, acompanhando a tendência de urbanos elétricos acessíveis.
- A estratégia envolve aumentar a regionalização industrial, ampliar parcerias globais e incentivar a produção local de baterias para sustentar a nova geração de compactos elétricos.
A Stellantis confirmou o desenvolvimento de um carro elétrico compacto de baixo custo para o mercado europeu. O anúncio ocorreu no Investor Day, em Michigan, nos Estados Unidos, no fim de semana, com o objetivo de tornar o veículo acessível, estimando preço em 15 mil euros.
O projeto envolve o grupo em parceria com empresas como Fiat, Citroën e Opel, buscando simplificar plataformas globais e ao mesmo tempo regionalizar a produção. A ideia é enfrentar a demanda por elétricos econômicos na Europa, fortalecendo marcas tradicionais diante da concorrência de modelos chineses.
A produção está prevista para começar em 2028, no complexo de Pomigliano d’Arco, na Itália, onde já são fabricados o Alfa Romeo Tonale, o Fiat Panda e o Dodge Hornet. O veículo será classificado como subcompacto criativo dentro da estratégia de democratizar os elétricos no Velho Continente.
Parcerias e dimensões globais
Em Detroit, o planejamento envolve três marcas da Stellantis: Fiat, Citroën e Opel, com compartilhamento de arquitetura, componentes e tecnologia. A meta é lançar um “novo Smart europeu” para competir com modelos chineses de baixo custo, mantendo foco na relação custo-benefício para o consumidor europeu.
Para o Brasil, a Stellantis mira o portfólio existente, com possibilidades de adaptação para elétrificação, mantendo o foco em compactos acessíveis no mercado brasileiro. A linha de produtos brasileira deverá acompanhar a tendência de elétricos urbanos, com atenção a estratégias locais de produção e incentivos.
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