- O CEO do BTG Pactual, Roberto Sallouti, defendeu a queda dos juros para estimular a atividade econômica, durante seminário da Firjan.
- Ele apontou o elevado custo de capital para a indústria e outras atividades, com a taxa Selic em 14,5% ao ano.
- Sallouti afirmou que juro nominal entre 7% e 8% tornaria o crédito menos conservador e reduziria pela metade o custo de tomada de crédito para as empresas.
- O economista Samuel Pessôa, do BTG, ressaltou que o patamar atual ocorre após choque inflacionário externo, ligado a desorganização na cadeia de insumos devido à guerra EUA-Irã.
- O Banco Central tem elevado a Selic para conter a inflação, o que, segundo especialistas, atua como freio ao consumo.
O CEO do BTG Pactual, Roberto Sallouti, defendeu nesta segunda-feira a redução dos juros como instrumento para estimular a atividade econômica brasileira. A declaração ocorreu durante seminário promovido pela Firjan, em comemoração ao Dia Nacional da Indústria.
Sallouti destacou que o elevado custo de capital encarece investimentos no setor industrial e em outras atividades. Ele citou a atual taxa básica de juros, de 14,5% ao ano, como entrave a financiamentos e expansão de crédito para empresas.
Ele disse que uma queda nos juros nominais para patamares entre 7% e 8% permitiria maior disponibilidade de crédito. Segundo o executivo, isso reduziria pela metade o custo de tomada de crédito para as empresas, incentivando investimentos.
Contexto econômico
Outro participante do evento, o economista Samuel Pessôa, argumentou que o cenário atual de juros se insere em choque inflacionário derivado de fatores externos. A turbulência internacional afetou cadeias globais de insumos, como petróleo e fertilizantes.
Pessôa apontou que o Banco Central tem aumentado a taxa Selic para conter a inflação. A medida atua como freio ao consumo, contribuindo para reduzir pressões inflacionárias no curto prazo.
A audiência no seminário discutiu impactos da política monetária na indústria e no ritmo de recuperação econômica. Fonte consultada informou que a Firjan avaliou consequências do cenário de juros elevados para pequenas e médias empresas.
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