- Proposta para até trinta por cento da Copasa ganhou concorrência, com a operação estimada em cerca de R$ seis bilhões (poderá movimentar até R$ dez bilhões ao vender ações remanescentes).
- Equatorial protocolou participação no processo; Itaúsa informou ter apresentado proposta ao lado dos atuais acionistas da Aegea.
- Prazo para apresentação de propostas terminou nesta segunda-feira; a divulgação do investidor de referência ocorre em quarta-feira, 27, e a precificação fica prevista para 2 de junho.
- Itaúsa participa por meio da Livorno, com capital social dividido em aproximadamente trinta e três por cento para cada um dos atuais acionistas da Aegea; a Aegea participa da Livorno com menos de 1% e sem obrigações financeiras.
- A Copasa é empresa estadual mineira, presente em 636 municípios, com cobertura de água superior a noventa e nove por cento e esgoto em oitenta e quatro por cento; privatização visa reduzir a participação do governo de Minas de 50% para até cinco por cento.
A Copasa terá concorrência na venda de até 30% de suas ações, avaliada em cerca de R$ 6 bilhões. Equatorial protocolou participação no processo, segundo apuração do Estadão/Broadcast. Itaúsa também informou ter apresentado proposta ao lado dos acionistas da Aegea.
A operação envolve a venda de ações remanescentes, com potencial de movimentar até R$ 10 bilhões. A escolha do investidor de referência deve ocorrer após o prazo de propostas, que terminou nesta segunda-feira. A precificação está prevista para 2 de junho.
Investidores em disputa
A Equatorial já atua como investidora de referência da Sabesp e participou de negociações anteriores sem concorrência. A Itaúsa confirmou a participação por meio da Livorno, veículo que terá participação de cerca de 33% para cada acionista da Aegea. A Aegea informou participação indireta na Livorno, com menos de 1%.
A Copasa é controlada pelo estado de Minas Gerais, com atuação em 636 municípios, atendendo grande parte das cidades mineiras. O leilão envolve também a venda das ações remanescentes, com recursos destinados principalmente ao pagamento de dívidas com a União.
Contexto e impactos operacionais
A privatização de Copasa está sujeita à aprovação de órgãos estaduais, após a ALMG ter autorizado o processo. A expectativa é de que o preço final das ações seja definido por bookbuilding. A operação pode reduzir a participação do estado mineiro no controle da empresa.
A desestatização pode impactar a estrutura de governança, com o governo mantendo prerrogativas específicas em uma ação especial. A expectativa é de que a transação fortaleça o equilíbrio fiscal de Minas Gerais e reduza a alavancagem pública da empresa.
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