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Crise do Master leva investidores a buscar maior segurança, diz BC

BC aponta que R$ 37,7 bilhões do FGC foram majoritariamente para bancos grandes e ativos conservadores, sinalizando busca por segurança e menor risco de contágio

Resposta aponta para uma busca maior por segurança
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  • O BC aponta que R$ 37,7 bilhões ressarcidos pelo FGC aos clientes do Master foram majoritariamente direcionados a ativos considerados seguros, não a aplicações de alto risco.
  • Entre 19 de janeiro e 27 de fevereiro deste ano, o FGC pagou R$ 37,7 bilhões, correspondente a 93,3% dos R$ 40,4 bilhões habilitados para ressarcimento.
  • Desses recursos, R$ 20,77 bilhões (55,1%) foram usados em títulos emitidos por outras instituições financeiras, com maior parte em bancos classificados como S1 (ex.: Banco do Brasil, Caixa, Itaú, Bradesco).
  • Os bancos do grupo S2 absorberam R$ 5,03 bilhões (24,2%) desse volume, e cerca de R$ 15,46 bilhões (41%) foram destinados a poupança, títulos públicos federais, fundos e ações.
  • O relatório ressalta que não houve contágio ao sistema financeiro: o Master representava 0,57% dos ativos e 0,55% das captações do sistema, e o acesso à captação e a proteção aos depositantes permaneceram estáveis.

O banco Central informou que, na crise envolvendo o conglomerado Master, os recursos ressarcidos pelo FGC foram direcionados majoritariamente a ativos considerados seguros. Dos R$ 37,7 bilhões pagos entre 19 de janeiro e 27 de fevereiro, boa parte buscou reduzir riscos.

Mais da metade do montante foi aplicado em títulos de outras instituições financeiras, com destaque para bancos de grande porte. Recursos destinados a instituições classificadas como S1 somaram R$ 8,49 bilhões, e a S2, R$ 5,03 bilhões.

Além disso, cerca de R$ 15,46 bilhões, ou 41% do total, ficaram em instrumentos conservadores como poupança, títulos públicos, fundos e ações. Outros títulos privados receberam R$ 1,47 bilhão, equivalente a 3,9%.

O que o FGC gatilhou

O relatório deixa claro que o fluxo não seguiu para aplicações de maior risco. Investidores optaram por ativos líquidos e com menor exposição a volatilidade, buscando segurança após a liquidação do Master.

Impacto no sistema financeiro

O BC sustenta que a liquidação do Master não ameaçou a estabilidade financeira. O conglomerado respondia por 0,57% dos ativos e 0,55% das captações do Sistema Financeiro Nacional, e não houve contágio para o restante do setor.

Conclusões do BC

A autoridade aponta que o acesso ao mercado de captação permaneceu estável, assim como a proteção aos depositantes. Os números indicam capacidade de resistência do sistema, mesmo diante de uma das maiores operações de ressarcimento do FGC.

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