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Dexco encerra planta de cerâmica em SC para acelerar desalavancagem

Dexco encerra unidade de revestimentos cerâmicos em Urussanga para acelerar a desalavancagem, concentrando produção em Criciúma e Botucatu; impacto não recorrente

Fábrica de Urussanga (SC), uma das três unidades de revestimentos cerâmicos da Dexco, teve as atividades encerradas em 25 de maio. As marcas Portinari e Ceusa seguem no portfólio, agora abastecidas pelas plantas de Criciúma e Botucatu.
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  • A Dexco encerrou a unidade de revestimentos cerâmicos de Urussanga, em Santa Catarina, e concentrará a produção em Criciúma (SC) e Botucatu (SP).
  • A medida faz parte do plano de desalavancagem e de eficiência operacional, em linha com o fim do ciclo de investimentos 2021–2025.
  • A decisão é motivada pelo excesso de capacidade, demanda morna da construção civil e juros altos, buscando melhorar a utilização da capacidade instalada.
  • A empresa manteve o portfólio das marcas Portinari e Ceusa, e afirmou que o fechamento terá impactos financeiros não recorrentes, sem previsão de efeito relevante nos resultados.
  • A Dexco mantém o objetivo de reduzir a alavancagem para entre 2,5 e 2,7 vezes ao fim de 2026.

A Dexco informou ao mercado a decisão de encerrar as atividades da unidade de revestimentos cerâmicos de Urussanga, em Santa Catarina, para concentrar a produção em Criciúma (SC) e Botucatu (SP). A medida integra o plano de desalavancagem da empresa.

A decisão ocorre em meio a excesso de capacidade no setor, demanda morna da construção civil e juros elevados, fatores que pressionam margens e investimentos. A companhia busca melhor uso da capacidade instalada e ganhos de produtividade.

A medida foi comunicada nesta segunda-feira, 25, e faz parte do programa de eficiência operacional anunciado após o fim do ciclo de investimentos 2021–2025. A Dexco mantém o portfólio das marcas Portinari e Ceusa.

Com Itaúsa e Ligna como controladoras, a Dexco almeja reduzir a alavancagem para entre 2,5 e 2,7 vezes até o fim de 2026, segundo o plano traçado. A iniciativa visa sustentabilidade de longo prazo.

A empresa afirmou que o fechamento não deve impactar significativamente os resultados, e que os efeitos serão registrados como não recorrentes. O foco está na continuidade operacional das outras plantas.

Desempenho de mercado: as ações da Dexco caíram 3,5% em 2026, ante alta de 9,7% do Ibovespa, e a desvalorização de 12 meses é de 1,6%. O índice geral teve recuperação maior no período.

Contexto do setor

A indústria brasileira de revestimentos é a terceira maior do mundo, segundo a Anfacer, com polo de Santa Gertrudes (SP) predominante e polo sul de Santa Catarina, em Criciúma, especializado em via úmida e porcelanatos de maior valor.

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