- Distribuidoras criaram força-tarefa para combater instalações irregulares de energia solar e identificaram “gatos” em até 69% das fiscalizações da Cemig, que fez 1,4 mil visitas em campo.
- A Cemig abriu processos administrativos para regularizar a situação e reaver benefícios cobrados aos clientes.
- A Neoenergia registrou 53% de centrais irregulares em 16,3 mil inspeções, com 8,8 mil casos entre eles.
- Em São Paulo, a Enel indicou indícios de irregularidades em 18% dos 250 centros de energia solar monitorados.
- O país tem cerca de 42 GW de energia solar instalada; o ONS estima que 14 GW sejam injetados na rede por equipamentos não registrados, aumentando riscos de sobrecarga e apagões; há consulta pública da Aneel para enfrentar o problema. Drones vêm sendo usados para fiscalização, e a Cemig pode denunciar engenheiros envolvidos.
Distribuidoras de energia de todo o país abriram uma força-tarefa para combater instalações irregulares de energia solar. Em inspeções, foram encontrados os chamados “gatos” em até 69% dos casos, segundo dados enviados à Aneel. O governo federal aponta risco de sobrecarga, instabilidade e até apagões.
A Cemig, em 1,4 mil vistorias, identificou e caracterizou injeção à revelia em 69% dos casos. Em todos os ocorridos, foi aberto processo administrativo para regularizar a situação e recolher benefícios cobrados na fatura.
A Neoenergia atua em seis estados e no Distrito Federal, além do Amazonas, com 16,3 mil inspeções, das quais 8,8 mil apontaram centrais irregulares (53%). Em São Paulo, a Enel verificou indícios de gatos em 18% dos 250 centros avaliados.
Fiscalização e números por distribuidora
Aneel acompanha os registros enviados pelas distribuidoras, que utilizam drones para ampliar a fiscalização. O ONS estima que 14 GW de potência solar estejam injetados na rede por equipamentos não registrados.
Medidas e ações
Além da regularização, há custo para consumidores, já que subsídios à geração solar são rateados. A agência abriu consulta pública para definir medidas de combate às irregularidades. Cemig anunciou que vai denunciar engenheiros responsáveis aos seus conselhos profissionais.
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