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Dona da Fiat lança plataforma global para reduzir custos e pressão chinesa

Plataforma global STLA One promete reduzir custos e acelerar lançamentos, suportando mais de trinta modelos e até setenta por cento de peças reutilizadas

Plataforma STLA One, da Stellantis
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  • Stellantis revelou a STLA One, nova plataforma global que estreia em 2027 para compactos, SUVs e modelos maiores, visando sustentar mais de trinta modelos.
  • O anúncio foi feito no Investor Day em Auburn Hills, durante a apresentação do plano Fastlane 2030, com investimentos de cerca de R$ 350 bilhões até o fim da década.
  • A meta é reduzir a complexidade e o custo, com até setenta por cento de reutilização de peças e três plataformas globais que acomodem metade do volume até 2030.
  • A STLA One integra três tecnologias-chave: STLA Brain (arquitetura eletrônica/sofware), SmartCockpit (experiência digital a bordo) e steer-by-wire (direção via comandos eletrônicos).
  • A estratégia de baterias usa fosfato de ferro-lítio, com possibilidade de integração cell-to-body e arquitetura elétrica de 800 volts; no Brasil, ainda não confirmada a adoção da STLA One, mas há foco em padronização para a região.

A Stellantis anunciou nesta quinta-feira a STLA One, nova plataforma global que deverá reduzir custos, acelerar lançamentos e sustentar mais de 30 modelos de diferentes segmentos e motorizações. A estreia está prevista para o próximo ano, segundo o anúncio feito no Investor Day em Auburn Hills, EUA.

A empresa também apresentou o Fastlane 2030, plano que prevê investimentos de cerca de R$ 350 bilhões até o fim da década. A STLA One surge como peça central dessa virada estratégica, visando simplificar a arquitetura de veículos para ampliar escala global.

A plataforma foi criada para suportar segmentos B, C e D, incluindo compactos, SUVs médios e de maior porte. A Stellantis planeja usar a base para mais de 30 modelos diferentes, buscando reduzir a diversidade de plataformas.

Arquitetura STLA One e ganhos pretendidos

A STLA One promete reduzir complexidade, acelerar projetos e aumentar o compartilhamento de componentes. A meta é que metade do volume global da empresa esteja em apenas três plataformas até 2030, com até 70% de reutilização de peças.

A plataforma agrega módulos para motores a combustão, híbridos, híbridos plug-in e elétricos, com perdas de eficiência minimizadas. A Stellantis aponta ganho de cerca de 20% em eficiência de custos com a STLA One.

Além disso, a STLA One integra três tecnologias-chave: STLA Brain (eletrônica e software), SmartCockpit (experiência digital) e steer-by-wire (direção com menos mecânica). A combinação busca carros mais atualizáveis e conectados.

Essa estratégia visa reduzir variações industriais e ampliar o poder de negociação com fornecedores. O objetivo é aproximar a Stellantis do nível de eficiência de rivais com custos mais baixos, especialmente ante marcas chinesas.

Brasil, América do Sul e impactos regionais

A Stellantis não confirmou uso da STLA One em veículos no Brasil ainda, mas a plataforma é destacada pela capacidade de atender diferentes motivações de motorização. O discurso no Investor Day enfatizou padronização como foco para produtos locais.

No Brasil e na América do Sul, o Fastlane 2030 aponta metas de crescimento apoiadas pela liderança no Brasil e na Argentina, com ofensiva de picapes. A região deve receber produtos adaptados à sua realidade, mantendo o foco em alta escalabilidade.

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