- O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que os impactos da guerra no Oriente Médio são menores no Brasil, especialmente nos preços dos combustíveis.
- O Brasil tem menor dependência de combustíveis fósseis e apostou em biocombustíveis, destacando diferenças em relação a Índia, Coreia do Sul, Chile e África do Sul.
- Dados da ANP apontam alta dos preços desde o início do conflito: diesel comum +13%, diesel S-10 +15%, gasolina média +5,13% e etanol +7,77%.
- Segundo Durigan, investimentos em biocombustíveis desde o ProÁlcool na década de 1970 e a exploração do Pré-Sal a partir dos anos 2000 contribuíram para reduzir a dependência externa.
- O ministro afirmou que a guerra distante impacta a inflação e a política monetária, mas o efeito no Brasil é menor do que em outros países.
Dario Durigan, ministro da Fazenda, afirmou que o Brasil está entre os países menos impactados pela guerra no Oriente Médio, especialmente no que diz respeito aos preços dos combustíveis. A declaração ocorreu durante a divulgação do 5º leilão do programa Ecoinvest, voltado à promoção da inovação na nova economia global.
Durigan destacou que a dependência de combustíveis fósseis do Brasil é menor do que a de outros países emergentes, ajudando a atenuar impactos diretos. Ele citou comparações com Índia, Coreia do Sul, Chile e África do Sul para ilustrar diferentes cenários de abastecimento e preços.
Segundo o ministro, o investimento histórico do Brasil em biocombustíveis desde o ProÁlcool, na década de 1970, aliado à exploração do pré-sal a partir dos anos 2000, tem contribuído para reduzir a vulnerabilidade externa. Ele ressaltou que, embora a guerra tenha causado efeitos, o impacto no país é menor que em outras nações.
Dados da ANP sobre variações de preços
A ANP informou que, desde o início do conflito, o diesel comum subiu cerca de 13% e o diesel S-10, aproximadamente 15%. A gasolina teve alta média de 5,13%, enquanto o etanol avançou 7,77%. Os números refletem a dinâmica de abastecimento global.
Analistas explicam que o avanço de preços internos depende de fatores como câmbio, impostos e mix de combustíveis. O ministro ressaltou que a inflação e a política monetária sofrem pressões, mas com menor intensidade no Brasil em comparação a outras regiões.
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