- O Governo divulgou, em São Paulo, os resultados do quarto leilão do Eco Invest Brasil, com foco na Amazônia Legal e captação de R$ 13,2 bilhões para bioindústria, sociobioeconomia, turismo sustentável e infraestrutura regional.
- O leilão teve forte participação do mercado financeiro, incluindo investidores estrangeiros, e já totaliza R$ 127 bilhões mobilizados pelo Eco Invest desde outubro de dois mil e vinte quatro.
- O certame foi alinhado ao Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio), que define oito missões e 21 metas para orientar investimentos e regulações.
- Do montante captado, quase R$ oito bilhões vão para infraestrutura habilitante (portos, saneamento, conectividade e energia renovável); a sociobioeconomia recebeu mais de R$ dois bilhões.
- O quinto leilão será voltado à inovação, com previsão de levantar cerca de R$ cinquenta bilhões e a criação de seis Fundos de Inovação Eco Invest, cada um com R$ 1,5 bilhão de capital catalítico público, somando até R$ vinte e sete bilhões, com potencial de até R$ um bilhão por fundo em crédito corporativo.
O Governo Federal apresentou nesta segunda-feira, 25, em São Paulo, os resultados do quarto Leilão do Eco Invest Brasil. O anúncio ocorreu na sede do Banco do Brasil e contou com a presença do ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, da secretária nacional de Bioeconomia, Carina Pimenta, além de representantes do Tesouro Nacional e do banco.
A edição destinou 13,2 bilhões de reais à Amazônia Legal, com foco em bioindústria, sociobioeconomia, turismo sustentável e infraestrutura regional. O desenho do leilão intensificou a participação de investidores privados, inclusive estrangeiros, e soma, desde 2024, 127 bilhões mobilizados pelo Eco Invest.
Leilão orientado pelo PNDBio
O leilão foi estruturado com base no Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio), apresentado durante a COP30. O plano define oito missões e 21 metas, que guiam os investimentos, incluindo áreas como agricultura, bioindústria e sociobioeconomia.
Carina Pimenta destacou que a bioeconomia envolve o uso de recursos biológicos em múltiplos setores e que o PNDBio aponta prioridades, marcos regulatórios e caminhos de investimento. O envolvimento de ministérios como o da Agricultura é visto como essencial para a efetivação das ações.
Infraestrutura como prioridade estratégica
Do total captado, quase 8 bilhões de reais vão para infraestrutura habilitante, incluindo portos, saneamento, conectividade e energia renovável na região. A secretária ressaltou que a chegada de infraestrutura é chave para ampliar atividades de floresta em pé e fortalecer a bioeconomia.
Mais de 2 bilhões de reais foram destinados à sociobioeconomia, voltada a povos e comunidades tradicionais, indígenas e agricultores familiares. Parte do montante cobre assistência técnica para ampliar o alcance dos projetos.
O restante da carteira segue para bioindústria, turismo sustentável e ações de agregação de valor a partir de recursos naturais, conforme o andamento dos editais anteriores.
A economia que se faz com a floresta em pé
Capobianco afirmou que o desafio é alavancar a economia sem derrubar a floresta, integrando ações de infraestrutura, conectividade e apoio à sociobioeconomia. Um ponto central foi a necessidade de participação de comunidades locais para acelerar o desenvolvimento.
O ministro enfatizou que não há transformação ecológica sem a participação dos povos da floresta, destacando a integração entre crédito tradicional e mecanismos de redução de risco para atrair investimento privado. A parceria público-privada é vista como ferramenta indispensável.
Quinto leilão mira inovação
Foi anunciado também o quinto leilão, com a meta de levantar até 50 bilhões de reais. A estrutura prevê seis Fundos de Inovação Eco Invest, cada um com 1,5 bilhão de capital catalítico público e potencial de alavancar até o dobro em capital privado, totalizando até 27 bilhões.
Cada fundo poderá acessar até 1 bilhão de capital catalítico para crédito corporativo, com alavancagem mínima de três vezes. O conjunto de recursos busca financiar cadeias estratégicas para a nova economia global, como fertilizantes verdes, combustíveis de aviação sustentáveis, automação, inteligência artificial aplicada à indústria, minerais críticos, baterias, veículos elétricos, química verde, biomateriais e economia circular de resíduos.
Recursos não reembolsáveis para pesquisa aplicada e empreendedorismo de base tecnológica também estão previstos, para aproximar empresas, universidades, centros de pesquisa, startups e investidores. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o leilão aumenta a resiliência brasileira frente a choques globais, destacando a posição no cenário internacional.
O Eco Invest faz parte do Plano de Transformação Ecológica e conta com apoio de 12 bancos credenciados, BID, Embaixada do Reino Unido e a coordenação entre os ministérios da Fazenda e do Meio Ambiente. Durante a COP30, o governo lançou o Monitor Eco Invest Brasil, uma plataforma pública para acompanhar a implementação dos projetos financiados.
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