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Eco Invest viabiliza R$ 13,2 bilhões em investimentos

Eco Invest Brasil viabiliza até 13,2 bilhões em investimentos para Amazônia Legal, infraestrutura e bioeconomia, com liberação sujeita a auditoria

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  • O Eco Invest Brasil viabiliza até 13,2 bilhões de investimentos em bioeconomia, turismo sustentável e infraestrutura de baixo carbono; aproximadamente 9 bilhões vão para a Amazônia Legal.
  • Na rodada, foram aprovados 3,1 bilhões em capital catalítico na modalidade principal; a linha complementar de recursos públicos homologou 2,5 bilhões.
  • Participaram oito instituições financeiras; entre os vencedores estão Banco do Brasil, BTG Pactual, Bradesco e ABC Brasil.
  • Do total, cerca de 7,2 bilhões devem vir do mercado internacional, 2,9 bilhões de investidores nacionais, com 90% dos recursos na Amazônia Legal destinados a infraestrutura (energia, saneamento, conectividade e logística de baixo carbono).
  • O modelo adotado é blended finance: o Tesouro concede empréstimos a 1% ao ano, e bancos devem aportar pelo menos três reais de capital privado para cada um real de recurso público; os dados consolidados devem sair no primeiro semestre de 2028 e são acompanhados pelo Monitor Eco Invest.

O Eco Invest Brasil viabilizará até R$ 13,2 bilhões em investimentos voltados à bioeconomia, turismo sustentável e infraestrutura de baixo carbono. Os resultados foram anunciados nesta segunda-feira (25) pelos ministérios da Fazenda e do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

Desses recursos, cerca de R$ 9 bilhões serão aplicados na Amazônia Legal. A rodada aprovou R$ 3,1 bilhões em capital catalítico na modalidade principal, ampliando a atuação de instituições financeiras.

Participaram oito instituições na disputa, entre elas Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, BTG Pactual, ABC Brasil, Citibank, Itaú e Santander. Os vencedores da etapa incluem Banco do Brasil, BTG Pactual, Bradesco e ABC Brasil.

Detalhes dos recursos, formato e objetivos

Na linha complementar de recursos públicos, o valor homologado alcançou R$ 2,5 bilhões. O ministro da Fazenda destacou que o investimento público, equivalente a 1,9% do PIB, é insuficiente para a iniciativa privada, enfatizando a necessidade de ampliar o papel do estado e a parceria com o setor privado.

O secretário do Tesouro Nacional enfatizou o caráter gradual dos leilões e a importância do programa para consolidar mercados de dívida, recuperação de áreas degradadas e atuação do equity. O modelo adotado usa blended finance, com empréstimos a juros de 1% ao ano e contrapartida de pelo menos R$ 3 de capital privado para cada R$ 1 de recurso público.

Do total estimado, R$ 7,2 bilhões devem ser captados no mercado internacional, e R$ 2,9 bilhões virão de investidores nacionais. Em relação à Amazônia Legal, cerca de 90% dos recursos, ou seja, R$ 7,9 bilhões, serão destinados a infraestrutura, incluindo energia, saneamento, conectividade e logística de baixo carbono.

Na linha de bioeconomia, estão previstos R$ 1,9 bilhão para sociobioeconomia voltada a povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultura familiar, mais R$ 2 bilhões para bioindustrialização. Outros R$ 527,6 milhões vão para recuperação produtiva e manejo florestal, e quase R$ 900 milhões para turismo sustentável.

Conclusões técnicas e próximos passos

A edição atual incorpora diretrizes do Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia, com expectativa de ampliar crédito para cadeias agropecuárias, sociobioeconomia, manejo florestal e infraestrutura logística na Amazônia. O desembolso efetivo depende da contratação de projetos e de auditoria financeira independente.

Os dados consolidados devem ser divulgados no primeiro semestre de 2028. Até lá, o acompanhamento das operações ocorrerá via a plataforma pública Monitor Eco Invest, conforme informou o governo.

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