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Ela troca empresa por fábrica de cosméticos que fatura 5 milhões na Amazônia

Fábrica própria na Amazônia impulsiona Bielus, com faturamento acima de R$ 5 milhões em 2025 e crescimento de 260%, mirando Ásia e novos ramos

Marianna Cyrillo, fundadora e CEO da Bielus Ingredientes: fabricante acelera expansão internacional e mira o mercado asiático (Bielus/Divulgação)
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  • Bielus, fundada em 2023 por Marianna Cyrillo, fabrica cosméticos a partir de ingredientes amazônicos e já opera fábrica própria em Ananindeua, Pará, exportando a maior parte da produção.
  • Em 2025, o faturamento ficou acima de R$ 5 milhões, com crescimento de 260% em relação ao ano anterior, e a empresa projeta avançar mais 25% em 2026.
  • Investimentos totais somam 7,5 milhões de reais em insumos amazônicos e mais 1 milhão em estrutura industrial e equipe; a operação inclui refinaria própria e capacidade instalada de 20 toneladas mensais.
  • A Bielus trabalha com vinte cooperativas, associações e núcleos comunitários na Amazônia e tem duzentos e quarenta clientes ativos; exportações respondem por 85% do faturamento, principalmente para Europa e Estados Unidos, com rede de dez distribuidores internacionais.
  • Planos incluem entrar em alimentos funcionais e wellness, adaptar a fábrica para a indústria alimentícia e ampliar a presença na Ásia, já com participação em feiras na Europa e América, e perspectiva de atuação na Tailândia, mantendo o modelo B2B.

A Bielus Ingredientes, criada em 2023 por Marianna Cyrillo, abriu uma fábrica própria na Amazônia para transformar ingredientes locais em produtos com foco em cosméticos. A empresa nasceu após a saída de Marianna de uma multinacional, quando decidiu investir em cadeias de suprimento mais diretas e responsáveis.

A operação ficou baseada entre Acre e Amapá, com a fábrica instalada em Ananindeua, Pará, perto de Belém. O objetivo foi processar sementes e manteigas com menor deslocamento até a indústria, preservando qualidade e valor agregado na região.

A empresa foca em ingredientes como cupuaçu, murumuru e óleos de comunidades da região, buscando atrair clientes que valorizem rastreabilidade e impacto social. Hoje, a Bielus exporta a maior parte da produção.

Da semente à fábrica

A Bielus começou terceirizando a prensagem de óleos e manteigas. Em 2024, diante de um grande pedido europeu, decidiu manter a produção internamente e montar a própria estrutura. A refinaria passou a acompanhar a prensagem.

A fábrica de Ananindeua tem capacidade instalada de 20 toneladas mensais e atende exigências do mercado internacional. A proximidade com a origem ajuda a manter características das sementes e o valor agregado regional.

Demanda internacional vem principalmente da Ásia, com clientes que preferem manteigas hidratantes, de cor mais clara e sem aroma. Maior parte do portfólio segue com foco em cosméticos.

Uma Amazônia que exporta

Atualmente 85% do faturamento é proveniente de exportações, especialmente para Europa e EUA. A Bielus já trabalha com uma rede de 10 distribuidores internacionais e participa de feiras globais, inclusive na Europa e nos EUA, ampliando presença na Ásia.

Crescer, segundo Marianna, acompanha a demanda por ingredientes naturais, rastreáveis e com impacto social positivo. Consumidores valorizam menos cheiro e cor nos insumos, mantendo benefícios da biodiversidade.

Próximos passos

A empresa planeja adaptar a fábrica para atender também a indústria de alimentos funcionais e wellness, ampliando o mix de aplicações. A ideia é manter o modelo B2B, fornecendo ingredientes para outras empresas.

Clientes que já conheciam a Bielus em cosméticos passaram a solicitar também insumos para outras áreas, o que orientou esse movimento. A CEO reforça que o objetivo é beneficiar toda a cadeia, desde quem colhe a semente até o consumidor final.

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