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Ferrari lança seu primeiro carro elétrico de €1 milhão visando jovens

Ferrari lança Luce, seu primeiro carro elétrico, por 550 mil euros, com autonomia de 530 km e design assinado pela LoveFrom, para atrair jovens compradores

Ferrari Luce, primeiro carro 100% elétrico da montadora italiana, aposta em design futurista assinado por Jony Ive, ex-chefe de design da Apple
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  • A Ferrari apresentou o Luce, seu primeiro carro elétrico, por €550 mil (aproximadamente R$ 3,2 milhões), com design assinado pelo LoveFrom, estúdio de Jony Ive.
  • O veículo tem autonomia declarada de 530 quilômetros e quatro motores elétricos independentes, um em cada roda, visando manter a dirigibilidade.
  • A estratégia é gradual e centrada em exclusividade, com foco em atrair um novo perfil de consumidor, sem abandonar a identidade esportiva da marca.
  • Metade dos convidados do lançamento não pertencia à base habitual de clientes, sinal de desejo de ampliar o público além de colecionadores.
  • A Ferrari também reduziu a projeção de elétricos para cerca de 20% da linha até 2030, ajustando metas diante de custos de baterias e demanda do mercado.

A Ferrari apresentou seu primeiro carro totalmente elétrico, chamado Luce, em um movimento estratégico para expandir o alcance além de sua clientela tradicional. O lançamento ocorreu com foco em exclusividade, design e experiência esportiva preservada, mesmo diante da eletrificação do setor.

O veículo chega ao mercado por 550 mil euros, equivalente a cerca de 3,2 milhões de reais com impostos. O Luce foi concebido pela LoveFrom, estúdio fundado por Jony Ive, ex-chefe de design da Apple, o que confere ao modelo um visual minimalista e futurista em contraste com os Ferraris convencionais.

O lançamento indica uma mudança importante na Ferrari, que busca atrair novos perfis de consumidor com interesse em tecnologia. A empresa aponta que metade dos convidados do evento não pertence à base habitual, superando a média anterior de 10% a 20%.

Design e tecnologia

O Luce traz quatro motores independentes, um em cada roda, com autonomia declarada de 530 km. A arquitetura busca compensar o peso das baterias e manter dirigibilidade ágil, segundo a fabricante. A sonoridade dos motores foi substituída por sons artificiais inspirados em guitarras elétricas.

A Ferrari assegura que todos os componentes foram desenvolvidos internamente, visando facilitar reparos e futuras atualizações tecnológicas. A marca afirma que o objetivo não é agradar apenas aos puristas, e sim ampliar o público, incluindo jovens milionários e compradores de primeira viagem.

Contexto do mercado de luxo

A entrada da Ferrari ocorre em meio a um cenário de ambiguidade no setor de supercarros elétricos. Montadoras como Porsche e Tesla ganham espaço, enquanto marcas ultraluxuosas mantêm cautela. A Lamborghini adiou a meta de lançar seu primeiro elétrico até 2030, citando demanda insuficiente.

Analistas destacam que convencer consumidores de alto patrimônio a adotar elétricos envolve mais do que tecnologia. A presença de celebridades e influencers tem se mostrado relevante para acelerar esse entusiasmo, fenômeno mais evidente para concorrentes do que para a Ferrari.

Perspectivas da eletrificação

Apesar do Luce, a Ferrari revisou suas metas: prevê que veículos elétricos respondam por cerca de 20% de sua linha até 2030, metade do alvo anterior. A mudança reflete a desaceleração de demanda, custos de baterias e ajustes de cronogramas ocorridos nos últimos dois anos no setor automotivo.

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