- A Fibrasa, embalagens plásticas do Espírito Santo, projeta chegar a receita líquida de R$ 700 milhões em 2026, apoiada por investimentos de R$ 150 milhões nos últimos dois anos e mais R$ 120 milhões contratados para os próximos dois.
- A empresa pretende crescer com baldes de plástico para tintas e reduzir o peso das embalagens, incluindo potes de margarina e outros alimentos, mantendo desempenho e apresentação.
- A troca de lata para balde plástico no mercado de tintas está em curso, com baldes oferecendo custo menor, menos ferrugem e pegada de carbono menor, o que impulsiona a expansão do negócio químico e de construção.
- Em baldes de tintas e produtos químicos, já há uso de resina reciclada; desde 2026, passa a haver exigência de ao menos 22% de resina pós-consumo nessas embalagens.
- A meta até 2030 é tornar a Fibrasa uma referência em sustentabilidade no setor de transformação de plástico no Brasil, combinando redução de plástico em alimentos, reciclagem em baldes industriais e investimentos em tecnologia.
A Fibrasa, empresa capixaba de embalagens plásticas, mira 700 milhões de reais de receita líquida em 2026. O plano inclui ampliar a produção, reduzir o peso das embalagens e usar mais resina reciclada em baldes para tintas e produtos químicos.
A companhia, criada há 55 anos pela família Castro, atua em dois polos: embalagens termoformadas para alimentos e embalagens injetadas para baldes industriais. Hoje têm duas fábricas, no Espírito Santo e em Pernambuco, com escritório em São Paulo.
A aposta principal é crescer sem aquisições, de forma orgânica, atendendo indústrias de alimentos, tintas e químicos. Bernardo Castro, gerente comercial, afirma que a meta é chegar a 700 milhões de reais de receita até o fim de 2026.
No foco de sustentabilidade, a Fibrasa planeja reduzir a gramatura das embalagens de alimentos sem perder desempenho. O projeto “Menos é Mais” já reduziu o pote de margarina de 9 g para 8 g, gerando economia de peso de 12%.
Na linha de baldes, a empresa conduz a substituição gradual da lata metálica pelo plástico, apontando menores custos e menor pegada de carbono. Segundo Castro, o balde plástico facilita o transporte pela alça e tende a substituir a lata em partes significativas do mercado de tintas.
Quanto ao uso de resina reciclada, a prática é permitida em baldes de tintas e químicos, e já há baldes com 100% de resina reciclada em produção. A nova regra exige, a partir de 2026, pelo menos 22% de resina pós-consumo nesses recipientes.
A Fibrasa diz responder por cerca de um quarto da demanda brasileira nos potes termoformados e baldes industriais. A empresa afirma que quase todos os lares brasileiros têm alguma embalagem fabricada pela companhia ou por concorrentes.
A empresa tem duas plantas próprias e um histórico de crescimento orgânico. Castro destaca a importância de qualidade, confiabilidade e proximidade com clientes para manter a competitividade sem depender de aquisições.
A história da Fibrasa remonta a 1971, quando começou fabricando sacaria de ráfia. Hoje, a produção envolve alimentos e químicos, com atuação na América Latina além do Brasil, atendendo exclusivamente mercados B2B.
O cenário industrial de plásticos envolve mais de 12 mil empresas e quase 400 mil empregos diretos no Brasil. O setor enfrenta pressão ambiental, o que impulsiona investimentos em tecnologia, reciclagem e metas de sustentabilidade.
A meta de 2030 é consolidar a Fibrasa como referência em sustentabilidade na transformação de plástico no Brasil, com redução de plástico em embalagens de alimentos, maior presença de resina reciclada em baldes industriais e investimentos contínuos em máquinas e processos.
Entre na conversa da comunidade