- Em entrevista à CNN Brasil, o presidente da Confederação Nacional da Indústria, Ricardo Alban, afirmou que o fim da escala 6×1 terá efeito imediato de aumento dos preços ao consumidor.
- Alban disse que a redução da jornada é uma narrativa criada e que a mudança elevará os custos de produção, pressionando os preços e gerando riscos inflacionários.
- Ele ressaltou ainda que, além do custo, a mudança poderá reduzir a oferta e a qualidade dos empregos.
- A Câmara dos Deputados definiu que a proposta prevê jornada de 40 horas semanais e um período de transição de um ano, com redução de duas horas na carga horária semanal após 60 dias da promulgação.
- O relator, deputado Leo Prates, apresentou regras com possibilidade de convenções coletivas ampliarem a duração do trabalho por até 12 meses de transição, mantendo o teto de 42 horas semanais nesse intervalo.
O fim da escala de trabalho 6×1 deve provocar reajuste imediato nos preços ao consumidor, segundo o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em entrevista à CNN Brasil, Ricardo Alban afirmou que o primeiro impacto será o aumento de preços, elevando custos de produção e pressionando o mercado inflacionário. A avaliação é de que a redução da jornada pode reduzir a oferta de empregos e a qualidade das vagas.
Alban afirmou que a narrativa de benefício aos trabalhadores é contestada pela indústria, que vê o custo da mudança crescer com o risco de inflação e menor competitividade. O presidente também disse que o diálogo com o Congresso ocorre, mas enfrenta dificuldades para ampliar o consenso em torno da pauta.
Ao comentar a atuação parlamentar, Alban reforçou que o setor tem conversado com deputados, porém com entraves. Disse que manterá o diálogo com o Poder Legislativo, inclusive com a presidência da Câmara, para tentar abrir espaço de diálogo sobre a PEC da 6×1.
Propostas na Câmara
O presidente da Câmara, Hugo Motta, informou que a PEC deverá estabelecer uma jornada de 40 horas semanais, com um período de transição de um ano. Em agenda com o presidente Lula, foi definida a redução de duas horas na carga semanal após 60 dias da promulgação da regra, com implementação total após 12 meses.
O relator da proposta, Leo Prates, apresentou regras que incluem possibilidade de convenções coletivas ampliarem a duração do trabalho para mais de 8 horas diárias durante a transição de 12 meses, mantendo o teto de 42 horas semanais nesse intervalo. O fim da escala 6×1 e a instituição de dois dias de descanso ocorreria 60 dias após a promulgação.
A discussão sobre o texto segue na comissão especial, com leitura da matéria ocorrida no início da noite desta segunda-feira. A proposta ainda precisa passar por apreciação no plenário e, se aprovada, seguir para promulgação.
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