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Fluxo entre BC e Tesouro é consolidado pela equipe do governo, diz Galípolo

Fluxo entre Banco Central e Tesouro é consolidado pela equipe econômica; PEC de autonomia pode contabilizar ganhos contábeis no resultado primário, impactando a política fiscal

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo — Foto: Cristiano Mariz/Agência Globo
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  • Galípolo afirmou que a sugestão de incorporar parte dos ganhos contábeis da autoridade monetária ao resultado primário do Tesouro surgiu da equipe econômica do governo, durante a discussão da PEC de autonomia financeira.
  • O texto foi consolidado pela Advocacia-Geral da União (AGU) e a opção veio da equipe econômica, após negociações entre Senado e governo.
  • Os fluxos entre o Banco Central e o Tesouro não entram como receitas ou despesas primárias; a PEC passaria a registrá-los no resultado primário, com o BC tornando-se uma entidade pública de natureza especial.
  • O BC aceitaria absorver integralmente o resultado das operações contábeis; aponta que a maior parte do resultado vem da variação cambial e que a função de compra de reservas não é do BC.
  • Durante o Relatório de Estabilidade Financeira, Galípolo comentou segregação de efeitos de choque de oferta e impactos de segunda ordem para explicar a inflação no curto prazo, lembrando que a política monetária vem funcionando em 2025, com dois fatores de risco: conflito no Irã e El Niño; desemprego baixo e renda elevada podem ampliar efeitos de segunda ordem.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que a sugestão de incorporar parte dos ganhos contábeis da autoridade monetária ao resultado primário do Tesouro surgiu da equipe econômica do governo durante a discussão da PEC de autonomia financeira. O objetivo era refletir no resultado primário as movimentações entre BC e Tesouro.

Segundo ele, o fluxo entre as duas instituições foi consolidado pela equipe econômica e pela negociação entre Senado e governo. A prática não era contabilizada no resultado primário, mas a PEC apontaria para que passassem a ser registrados dessa forma, com o BC passando a ser uma entidade pública de natureza especial.

Galípolo explicou que a ideia envolve absorver integralmente o resultado das operações contábeis do BC, destacando que a operacionalização da política monetária tem custo baixo, pois trabalha com títulos públicos. A maior parcela do ganho vem da variação cambial, segundo o presidente.

O BC não exerce função de compra de reservas cambiais, segundo o relato do presidente. Ele mencionou que, historicamente, o resultado agregado costuma ser positivo, e que o texto já consolidado pela AGU teria recebido a opção de tratamento da equipe econômica.

As declarações ocorreram durante o Relatório de Estabilidade Financeira (REF) do segundo semestre de 2025. Galípolo ressaltou que a autoridade busca segregar efeitos de choque de oferta e impactos de segunda ordem que elevam as expectativas de inflação no curto prazo.

No âmbito do REF, ele comentou ainda sobre fatores que podem influenciar projeções de curto prazo, como o choque de oferta decorrente do conflito no Irã e o El Niño. Afirmou que, em 2025, a política monetária vem mantendo o crescimento próximo do potencial.

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