- A governadora Celina Leão vai ao STF nesta terça-feira (25) para reunião com Advocacia-Geral da União e Fazenda, buscando destravar socorro ao BRB após o prejuízo do Master.
- O objetivo é obter aval do Tesouro para um empréstimo previsto com o FGC e bancos privados, para injetar R$ 8,8 bilhões no BRB até o dia 29.
- O encontro será mediado pelo ministro Luiz Fux, relator do pedido, atendendo a pedido da Fazenda.
- O DF também pediu acesso a R$ 9 bilhões das carteiras de crédito do Credcesta, usadas como garantia do empréstimo para bancar o aumento de capital do BRB.
- A iniciativa ocorre após Lula ter recusado abrir canal de dialogue com o governo; a tentativa de Motta e de lideranças do Congresso não teve sucesso.
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), vai ao STF nesta terça-feira (25) para reunião com representantes da AGU e do Ministério da Fazenda. O objetivo é destravar o socorro ao BRB relacionado ao caso Master.
A reunião será mediada pelo ministro Luiz Fux, relator do pedido ao Supremo, após pedido da Fazenda. Celina busca aval do governo federal para um empréstimo pelo FGC e bancos privados, com a finalidade de injetar 8,8 bilhões de reais no BRB até o dia 29.
A iniciativa faz parte de tentativas anteriores de abertura de canal com o Planalto, sem sucesso até agora. O governo federal já havia sido procurado pela Câmara, sem obtenção de resposta favorável, segundo a apuração da Folha.
Detalhes financeiros e interessados
O Distrito Federal também solicitou acesso a 9 bilhões de reais das carteiras de crédito do Credcesta, adquiridas do Master, para garantias do empréstimo ao BRB. A expectativa é de que esses recursos contribuam para o aumento de capital do banco.
O Ministério da Fazenda e o STF avaliam a utilidade da garantia de fluxos do Credcesta, que hoje se encontra sob a gestão do liquidante do Master. A defesa apontou que o fluxo pertence ao BRB e está em processo de provisionamento de perdas.
O Banco Central condiciona a injeção de recursos à manutenção das regras prudenciais. O prazo legal para divulgação das demonstrações de 2025 encerrou sem publicação, o que adiciona pressão para soluções rápidas.
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