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Governo lança 5º leilão do Eco Invest para projetos sustentáveis

Quinto leilão do Eco Invest cria seis fundos de inovação com aporte do Tesouro de até R$ 1,5 bilhão por cadeia; primeira rodada ocorre em julho, com potencial de até R$ 55 bilhões

Extração de níquel em Barro Alto (GO) em instalações da mineradora Anglo American
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  • Governo federal lançou o quinto leilão do Eco Invest Brasil, criando seis fundos de inovação em fertilizantes verdes, sistemas de baterias, minerais críticos, biocombustíveis, química verde e inteligência artificial.
  • A primeira rodada deve ocorrer em julho, com expectativa de captação de até R$ 50 bilhões e possibilidade de atingir até R$ 55 bilhões com propostas em todas as áreas.
  • O Tesouro Nacional deve aportar R$ 1,5 bilhão em cada cadeia; bancos vencedores precisam alavancar esse valor entre 1 e 2 vezes, com linhas de crédito corporativo de até R$ 1 bilhão e alavancagem mínima de 3 vezes.
  • O ministro da Fazenda destaca que o leilão busca atrair investimentos para a transição energética e desenvolver soluções no Brasil, incluindo combustíveis sustentáveis de aviação.
  • O governo afirma que não haverá risco para os projetos, pois há um colchão no fundo de inovação garantindo rentabilidade mínima atrelada ao IPCA mais 1%.

O governo federal lançou nesta segunda-feira, 25, o quinto leilão do Eco Invest Brasil, mecanismo que pretende atrair recursos privados para projetos de inovação em sustentabilidade. A iniciativa utiliza empréstimos baratos a bancos, atrelados a uma taxa de juros de 1% ao ano.

A nova edição criará seis fundos de inovação em áreas como fertilizantes verdes, sistemas de baterias, minerais críticos, biocombustíveis, química verde e inteligência artificial. A primeira rodada está prevista para julho, conforme o secretário-executivo do Ministério da Fazenda.

O Tesouro Nacional deve aportar 1,5 bilhão de reais em cada cadeia, e os bancos vencedores deverão alavancar esse valor entre uma e duas vezes. Também haverá linhas de crédito corporativo de até 1 bilhão de reais, com alavancagem mínima de três vezes.

Segundo Rogério Ceron, a expectativa é tornar o leilão o maior do Eco Invest, com potencial de chegar a 55 bilhões de reais caso haja propostas em todas as áreas. O objetivo é atrair quem desenvolve soluções para o país, em vez de apenas exportar talentos.

O ministro da Fazenda, Daladier Durigan, afirmou que o momento é oportuno diante do cenário internacional e das buscas por resiliência no setor de combustíveis. Ele citou impactos da volatilidade de preços na comparação entre países e destacou o papel da inovação na transição energética.

Durigan ressaltou que o Brasil investe hoje cerca de 1,19% do PIB em inovação, público e privado juntos, e que o leilão busca destravar investimentos em áreas ainda em maturação, como o combustível sustentável de aviação. Não há risco financeiro direto aos projetos, garantiu, por meio de um colchão de rentabilidade mínima atrelada ao IPCA mais 1%.

Nesta segunda-feira também foram anunciados os resultados do quarto leilão do Eco Invest. O foco contemplou turismo ecológico, biotecnologia e infraestrutura na Amazônia, com a participação de Bradesco, ABC Brasil, BTG Pactual e Banco do Brasil, somando 3,1 bilhões de reais em capital catalítico e aproximadamente 13,2 bilhões de reais em investimentos viabilizados.

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