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Governo lança novo leilão do Eco Invest e mira arrecadar R$ 50 bilhões

Eco Invest mira até R$ 50 bilhões para seis fundos de inovação, conectando empresas a universidades e mobilizando recursos públicos e privados

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  • Governo lança o quinto leilão Eco Invest, com a expectativa de levantar até R$ 50 bilhões para apoiar inovação em seis áreas, incluindo minerais críticos, fertilizantes verdes, bioinsumos, combustíveis verdes, baterias e automação.
  • Serão criados seis fundos de inovação; o Tesouro nacional aporta R$ 9 bilhões no total (R$ 1,5 bilhão por fundo) e cada instituição financeira pode alavancar até R$ 4,5 bilhões, além de linha de crédito corporativo de até R$ 1 bilhão com alavancagem mínima.
  • Critérios de escolha: maior alavancagem sobre os R$ 1,5 bilhão de recurso público vence; investimentos devem ir a projetos de P&D e parcerias com universidades ou instituições de inovação, com mínimo de dez por cento em cooperação com essas instituições.
  • O Eco Invest funciona com blend finance, combinando recurso público com aporte privado, com possibilidade de hedge cambial; estimativa é de que, para cada real público, haja ao menos quatro reais privados.
  • Destaques do ecossistema: foco em biofertilizantes e minerais críticos para agregar valor agregado, reduzir dependência de importação e incentivar indústria de baterias e veículos elétricos; evento em São Paulo também revelou resultados do quarto leilão.

O governo federal anunciou o quinto leilão Eco Invest, que deve mobilizar até R$ 50 bilhões para promover inovação em minerais críticos, fertilizantes verdes, bioinsumos, combustíveis verdes e baterias. A iniciativa cria fundos de inovação com linhas de crédito para seis áreas, conectando empresas a universidades e centros de pesquisa.

A operação prevê seis fundos de inovação: fertilizantes verdes, bioinsumos e proteínas alternativas; combustíveis verdes e avançados, biogás e biometano; automação e IA para production; baterias e beneficiamento de minerais críticos; química verde e biomateriais; e resíduos minerais e industriais. O objetivo é apoiar projetos desde a concepção.

O Tesouro Nacional aportará R$ 9 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão por fundo. Bancos participantes deverão alavancar esse valor, até R$ 4,5 bilhões por instituição. O governo também investirá até R$ 1 bilhão em linha de crédito corporativo, com o banco devendo dobrar esse montante.

Ao todo, a escoha de projetos levará em conta a capacidade de alavancagem do fundo de inovação. Quem ofertar mais recursos sobre os R$ 1,5 bilhão público vence. O financiamento deverá ser aplicado em pesquisas, desenvolvimento e inovação, com participação de empresas, startups ou parcerias com instituições estrangeiras.

O leilão está programado para ocorrer no meio de julho, ainda sem data definida. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o Brasil precisa ampliar investimentos em inovação e que o Estado deve apoiar a iniciativa privada nesse esforço.

Critérios de seleção e funcionamento

O governo informou que o maior crédito corporativo oferecido por uma instituição varia entre R$ 100 milhões e R$ 1 bilhão, com alavancagem mínima de três vezes. Também haverá exigência de, no mínimo, 10% do financiamento destinado a parcerias com universidades ou Instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação.

O Eco Invest utiliza o conceito de blend finance, com aporte público em condições de juros mais baixos e participação privada complementar. Estima-se que, para cada R$ 1 de gasto público, a iniciativa privada contribua com, em média, R$ 4. O instrumento também oferece hedge cambial para reduzir riscos.

Rogério Ceron, secretário do Tesouro, destacou a importância de apoiar biofertilizantes e minerais críticos. Ele ressaltou que o Brasil busca ir além de exportar commodities, agregando valor a materiais como terras-raras por meio de processos industriais.

Minerais críticos citados incluem lítio, nióbio, cobalto, grafite e terras-raras. Enquanto o Brasil detém cerca de 8% das reservas de lítio, a participação no nióbio é de 93,1% das reservas globais, segundo comunicados oficiais.

O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, frisou que o Eco Invest visa a agregação de valor, reduzindo a dependência de exportação de minerais sem processamento. A indústria busca fortalecer a cadeia de suprimentos para baterias e veículos elétricos.

No evento em São Paulo, também foram apresentados os resultados do quarto leilão Eco Invest, voltado à bioeconomia, turismo sustentável e infraestrutura na Amazônia Legal. Quatro bancos participaram da seleção de propostas com capital homologado de R$ 3,1 bilhões.

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