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Governo lança programa para captar recursos para projetos sustentáveis

Governo lança o 5º leilão do Eco Invest Brasil para atrair capitais privados em projetos sustentáveis, com fundos, crédito e pesquisa em seis setores

Instituições financeiras vencedoras do leilão devem assumir compromisso de apoiar cadeias produtivas locais
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  • Governo lança o 5º leilão do Eco Invest Brasil, para atrair capital privado em projetos sustentáveis com apoio de recursos públicos; propostas aceitas até julho.
  • Três instrumentos: fundos de inovação com 1,5 bilhão público por fundo (com possibilidade de até o dobro em privado), crédito corporativo de até 1 bilhão por fundo com alavancagem privada mínima de 3x, e pesquisa aplicada com 0,5% em fundo perdido; pelo menos 10% do portfólio deve ir a empresas que utilizem pesquisas.
  • Propostas devem conter entre 15% e 45% de capital estrangeiro; governo fará roadshow nos Estados Unidos, na Europa e na China para atrair interessados.
  • Cada banco pode administrar no máximo três fundos; se houver ganhos excedentes, parte será dividida com o Tesouro Nacional.
  • Seis áreas prioritárias: fertilizantes verdes; sistemas de baterias e minerais críticos; combustíveis sustentáveis; automação e IA em processos produtivos; química verde; circularidade de resíduos minerais e industriais; objetivo de ampliar a transformação de pesquisas em patentes e aplicações. Em São Paulo, lançamento contou com o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

O governo federal lançou nesta segunda-feira, 25 de maio de 2026, o 5º leilão do Eco Invest Brasil. A iniciativa visa atrair capital privado, inclusive estrangeiro, para projetos sustentáveis com apoio de recursos públicos. O certame quer impulsionar seis áreas-chave e ampliar a capacidade tecnológica do país.

Instrumentos e funcionamento

O leilão se sustenta em três pilares financeiros. Fundos de inovação criam seis fundos setoriais com aporte de 1,5 bilhão de reais de capital público do Fundo Clima, podendo receber até o dobro em recursos privados. Crédito corporativo oferece até 1 bilhão por fundo para alavancar tecnologias, com pelo menos 3 vezes o valor em participação privada. Da verba destinada a pesquisa aplicada, 0,5% será destinada a fundo perdido.

Os vencedores devem apoiar cadeias produtivas locais e garantir entre 15% e 45% de capital estrangeiro nas propostas. O governo pretende atrair interessados com roadshow programado para EUA, Europa e China. Cada banco participante pode administrar até três fundos.

Regras, portfólio e ganhos

Caso os projetos superem expectativas de lucro, parte dos ganhos excedentes poderá ser repassada ao Tesouro Nacional. Além disso, pelo menos 10% do portfólio dos fundos deve investir em empresas que contratem as pesquisas financiadas ou absorvam tecnologias externas.

Setores prioritários

O Eco Invest Brasil 5 mira seis áreas: fertilizantes verdes; sistemas de baterias e beneficiamento de minerais críticos; combustíveis sustentáveis; automação e IA em processos produtivos; química verde; e circularidade de resíduos minerais e industriais. Medidas visam converter pesquisa em patentes e aplicações econômicas.

Contexto e lançamento

O evento ocorreu em São Paulo e contou com a presença do ministro da Fazenda, Dário Durigan, e outras autoridades. A equipe econômica afirmou ver o momento geopolítico como favorável para investimentos, destacando o papel do Brasil em biocombustíveis e na exploração de petróleo não convencional para a transição energética.

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