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Hidrelétrica funciona como bateria para fonte intermitente

Hidrelétricas viraram “bateria” para fontes intermitentes, com maior desgaste e debate sobre remuneração; Tucuruí registrou mais de duas mil manobras em 2025

Hidreletrica de Tucuruí: mais de 2 mil manobras de partida e parada em 2025 — Foto: Divulgação
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  • A hidrelétrica continua sendo a principal fonte da matriz elétrica, mas passa a atuar também como compensadora de oscilações, funcionando quase como uma bateria diante de maior participação de fontes renováveis intermitentes, como o solar.
  • As usinas são acionadas com mais frequência para equilibrar oferta e demanda, o que gera mais partidas e paradas e aumenta o desgaste das máquinas.
  • Esse uso levanta um debate sobre a remuneração desse serviço, que não era tradicional para as usinas hidrelétricas.
  • O exemplo menciona Tucuruí, que registrou mais de 2 mil manobras de partida e parada em 2025.
  • A mudança reflete o avanço das fontes renováveis na matriz e a necessidade de novos modelos de operação e remuneração.

A hidrelétrica, principal fonte da matriz elétrica brasileira, passa a atuar como uma espécie de bateria para fontes intermitentes. A elevação do uso de geração solar e outras renováveis tem levado as usinas hidrelétricas a compensar oscilações de oferta e demanda, em operações de partida e parada mais frequentes. Esse novo papel gera debates sobre remuneração pelo serviço de estabilização.

O objetivo é manter a confiabilidade do sistema elétrico diante da variabilidade de outras fontes. Com o aumento de energia solar, picos de produção podem exigir ajustes rápidos na operação das hidroelétricas para evitar quedas de fornecimento ou sobrecarga na rede.

Dados de 2025 indicam que a Usina Hidrelétrica de Tucuruí registrou mais de 2 mil manobras de partida e parada ao longo do ano. A unidade está localizada no estado do Pará e é considerada a principal fonte da matriz brasileira.

A frequência dessas manobras aumenta o desgaste de turbinas e geradores, elevando a necessidade de manutenção. O cenário também alimenta discussões sobre modelos de remuneração pelo serviço de suporte à integração de renováveis no sistema elétrico.

Histórico recente mostra que o papel das hidrelétricas tem sido reconfigurado para atender a variações de geração intermitente. Analistas apontam a importância de políticas claras para remunerar esse tipo de serviço de forma estável e previsível.

Desempenho operacional e remuneração

Operadores do setor destacam a necessidade de equilíbrio entre custo de manutenção e garantia de qualidade de fornecimento. A pauta envolve setores reguladores, empresas do setor e governos estaduais, sem apontar culpados.

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