- IA, liderança adaptativa e alta performance passam a definir estratégias, com foco em leitura de contexto, equipes multigeracionais e decisões bem fundamentadas.
- Bruno Nardon e Daiane Quesada defendem que alta performance depende de capacidade analítica, adaptação e construção de times complementares, não de jornadas exaustivas.
- O ambiente corporativo atual exige líderes capazes de lidar com cenários ambíguos e ciclos rápidos de transformação tecnológica, mantendo cultura, eficiência e execução.
- Nardon destaca que liderança envolve leitura de contexto, alinhamento de incentivos e desenvolvimento de talentos, além de abandonar centralização excessiva para cada etapa de crescimento.
- Quesada ressalta que alta performance não significa trabalhar mais; trata-se de executar com objetivos claros, usar talentos de forma eficiente e testar rapidamente, evitando automatizar processos falhos.
Ao acelerar a inteligência artificial e tecnologias emergentes, lideranças passam a buscar equilíbrio entre velocidade, inovação e gestão de pessoas. Executivos defendem que alta performance depende mais de capacidade analítica, adaptação e times complementares do que de jornadas exaustivas.
Bruno Nardon, fundador do G4 Educação e sócio da North Ventures, e Daiane Quesada, ex-Meta e com passagem pelo sistema financeiro, participaram do BM&C News para discutir impactos da IA na liderança. Eles destacam que decisões estratégicas ganham peso em ambientes de crescimento acelerado.
Para eles, o desafio é lidar com cenários ambíguos, equipes multigeracionais e ciclos rápidos de transformação. A IA intensifica a necessidade de fundamentos sólidos para decisões, especialmente em empresas que buscam expansão sem comprometer cultura e execução.
Nardon ressalta que a formação em engenharia, aliada ao empreendedorismo no agronegócio, moldou uma visão prática de gestão. Segundo ele, liderança hoje envolve entender o contexto das pessoas, leitura comportamental e alinhamento de incentivos para desenvolver talentos.
Quesada enfatiza a importância da credibilidade construída em trajetórias competitivas. Vinda do interior, a executiva aponta que interpretar cenários incompletos e gerir riscos sem prejudicar relações é essencial para o protagonismo profissional.
Ambos ressaltam que o crescimento acelerado requer mudanças na liderança. Nardon observa que estruturas hierárquicas rígidas dificultam inovação, e que novas lideranças precisam emergir conforme a empresa escala.
Segundo o fundador da Canoe, o papel do líder é tornar-se menos centralizador com o tempo, promovendo processos eficientes, competências de sucessores e autonomia das equipes. Isso, na prática, facilita o crescimento sustentável.
Quesada afirma que a IA aumenta a pressão por velocidade de execução e adaptação. Ela alerta que automatizar processos inadequados amplia erros se não houver clareza de objetivos e uso adequado de talentos.
Os interlocutores destacam ainda a coexistência de várias gerações no ambiente corporativo. Eles defendem combinar inovação tecnológica com cultura organizacional, colaboração e desenvolvimento humano para manter a competitividade.
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