- A Iguá Saneamento recebeu aporte de 700 milhões de reais de seus acionistas, CPPIB, AIMCo e BNDESPar, em proporção à participação atual.
- O objetivo é fortalecer a estrutura de capital e apoiar investimentos, sem previsão de uso para quitar dívidas antecipadamente.
- Os acionistas aprovaram também o aumento do capital social autorizado para viabilizar futuros aportes.
- No primeiro trimestre, a empresa registrou dívida bruta de 13,2 bilhões e alavancagem de 9,6 vezes; desconsiderando operações no Rio de Janeiro e Sergipe, o indicador seria de 3,49x.
- Em 2025, a Iguá investiu 830 milhões e, no primeiro trimestre, o EBITDA somou 389 milhões; a empresa mira crescimento expressivo nos próximos anos e avalia um IPO apenas se houver janela favorável.
A Iguá Saneamento anunciou uma capitalização de R$ 700 milhões pelos seus acionistas, os grupos canadenses CPPIB e AIMCo, além da BNDESPar. O aporte será proporcional à participação de cada sócio e não está previsto para quitar dívidas antecipadamente.
A operação visa fortalecer a estrutura de capital e sustentar investimentos, conforme declaração do CFO João Lopes. A empresa encerrou o primeiro trimestre com dívida bruta de R$ 13,2 bilhões e alavancagem de 9,6x, abaixo de 11,8x um ano antes.
Aguarda-se desalavancagem natural no futuro, segundo Lopes, com o portfólio atual apontando oportunidades de investimento. Em 2025, a Iguá investiu R$ 830 milhões, 28% acima do ano anterior, e o EBITDA do 1T-2026 somou R$ 389 milhões, 46,9% acima do 1T-2025.
A atuação da Iguá abrange São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Sergipe e Alagoas. O CEO René Silva afirmou que a meta é crescer exponencialmente nos próximos três a quatro anos, independentemente do cenário macroeconômico.
Os acionistas são APENAS CPPIB com 66,5%, AIMCo com 24% e BNDESPar com 9,5%. Em conjunto com a capitalização, houve aprovação para aumento do capital social autorizado, permitindo futuros aportes, segundo fato relevante.
A transação ocorre após a Iguá concluir captação de R$ 1 bilhão em debêntures verdes da subsidiária em Sergipe, adquiridas pelo BID Invest. As debêntures terão prazo de 20 anos e substituem parte de empréstimo-ponte.
A dívida de curto prazo inclui vencimentos de R$ 886 milhões neste ano e R$ 178 milhões em 2027, com maior parte do passivo sendo de longo prazo — aproximadamente R$ 9 bilhões com vencimento após 2031.
No âmbito financeiro, a Iguá está em avaliações para operação com o Banco do Nordeste por recursos do programa Saneamento para Todos, com apoio do FGTS, além de planejar novos recursos no mercado para Sergipe.
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