- Refinarias indianas passaram a importar petróleo da América Latina e da África após interrupção de suprimentos do Oriente Médio causada pela guerra envolvendo Israel, EUA e Irã, que afeta o Estreito de Ormuz.
- Em abril e maio, Índia aumentou compras da Venezuela, Brasil, Angola e Nigéria para compensar o déficit, mantendo aquisição de petróleo russo.
- Em maio, a Índia deve receber cerca de 1,9 milhão de bpd de petróleo russo e 41.000 bpd de petróleo iraquiano, segundo dados preliminares da Kpler.
- O petróleo russo continua como principal fornecedor, seguido pelos Emirados Árabes Unidos e pela Arábia Saudita; EUA e outros produtores também continuam contribuindo, com mudanças na participação de cada região.
- Em abril, a Índia importou 4,57 milhões de bpd, estável em relação a março, mas com queda de 15,5% ante o ano anterior.
A Índia recorreu a importações de petróleo da América Latina e da África para compensar o corte de suprimentos do Oriente Médio, provocada pela restrição de navegação no Estreito de Ormuz em decorrência do conflito entre Israel, EUA e Irã. Dados de fontes comerciais mostram o reposicionamento das refinarias indianas diante do desequilíbrio.
Até fevereiro, o petróleo vindo do Oriente Médio representava a maior parte das compras do país, segundo a Índia ser o terceiro maior importador e consumidor de petróleo. Em abril e maio, houve incremento de compras na Venezuela, Brasil, Angola e Nigéria para compensar o déficit.
Em maio, a Índia reduziu as importações da Rússia e passou a receber petróleo iraniano após uma isenção temporária dos EUA, visando estabilizar preços globais. A Nayara Energy interrompeu temporariamente a refinaria de 400 mil bpd para manutenção, contribuindo para a queda de demanda russa.
No conjunto de abril, as importações totais da Índia ficaram em 4,57 milhões de bpd, estáveis em relação a março, mas 15,5% abaixo de 2023. Em abril, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita mostraram recuperação de volumes, seguindo como principais fornecedores.
Contexto de fornecedores e rotas
A Rússia permaneceu como o maior fornecedor, seguida por Emirados e Arábia Saudita. Brasil ocupou a posição de quarto colocado, com a Venezuela avançando para quinto, segundo dados preliminares da Kpler. O Golfo é central para exportação, com Kuwait, Iraque, Catar e Bahrein dependentes de rotas alternativas.
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