Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Intenção de consumo das famílias atinge maior nível em 11 anos

Intenção de consumo atinge 106,6 pontos em maio de 2026, maior nível desde março de 2015, impulsionada por bens duráveis

Índice cresceu principalmente dentre as famílias com menores rendas
0:00
Carregando...
0:00
  • A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) subiu 1,6% em maio de 2026 ante abril, alcançando 106,6 pontos, o maior nível desde março de 2015, e avançou 3,3% na comparação com maio do ano passado.
  • O aumento foi puxado principalmente pela disposição para comprar bens duráveis, que cresceu 18,5% em relação a maio de 2025.
  • Famílias com renda de até dez salários-mínimos avançaram 3,9% na comparação anual, com emprego atual em alta de 1,6% e perspectivas de compra futuras em 4,1%.
  • Para famílias com renda superior a dez salários-mínimos, a ICF subiu 1,4% na base anual; emprego atual (+1,6% mensal) e perspectivas de consumo (+2,0% mensal) também subiram, mas expectativas futuras caíram 1,8% em relação a maio de 2025.
  • O presidente do CNC-Sesc-Senac afirmou que, embora haja alívio inflacionário em duráveis, a Selic elevada continua freando crédito e consumo, enquanto o mercado de trabalho mostra variações recentes nas percepções de segurança e na perspectiva profissional.

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) subiu 1,6% em maio de 2026 ante abril, marcando a 7ª alta mensal. Chegou a 106,6 pontos, o maior patamar desde março de 2015, segundo a CNC. O resultado aponta recuperação da confiança dos consumidores no curto prazo.

Na comparação com maio de 2025, houve avanço de 3,3%. O crescimento foi puxado pela disposição para adquirir bens duráveis, que registrou alta expressiva na leitura anual, de 18,5%. O indicador também refletiu mudanças no mercado de trabalho.

Entre as faixas de renda, as famílias com renda até 10 salários mínimos lideraram o avanço, com alta anual de 3,9%. O ritmo foi sustentado pela elevação do emprego atual em 1,6% e por perspectivas de compras futuras em 4,1%.

Para as famílias com renda acima de 10 salários mínimos, a ICF avançou 1,4% na base anual. No mês, o consumo atual subiu 1,6% e as perspectivas, 2,0%. As expectativas de compras futuras caíram 1,8% frente a maio de 2025.

Inflação de Duráveis

A alta da ICF coincide com o recuo da inflação em bens duráveis. Em abril, o IPCA subiu 0,67%, enquanto duráveis tiveram alta de 0,45%. No acumulado de 12 meses, a inflação de duráveis ficou em 0,68%, frente a 4,39% do índice geral.

José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, afirmou que há alívio inflacionário localizado, mas o comércio continua diante de incertezas. Ele destacou que a Selic permanece em patamar elevado, restringindo crédito e o poder de compra imediato.

Mercado de Trabalho

O indicador de emprego atual apontou que 42,3% dos entrevistados consideram o momento seguro para o trabalho, o maior nível desde janeiro. A leitura anual do emprego atual subiu 1,2%.

O subíndice de perspectiva profissional recuou 5,9% em relação ao ano anterior, influenciado pelas oscilações da taxa de desocupação nos últimos três meses. Na comparação com abril, o componente avançou 1,1%.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais