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Investimento do Brasil em inovação é considerado baixo, diz Durigan

Durigan afirma que o investimento brasileiro em inovação é pouco; Eco Invest Brasil já mobilizou 128 bilhões e visa ampliar capital privado e qualificação da mão de obra

Ministro da Fazenda, Dario Durigan, assumiu o cargo em março de 2026
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  • O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o investimento do Brasil em inovação, de 1,9% do PIB, é pouco para o setor público e privado.
  • A declaração ocorreu durante o Eco Invest Brasil, que marca o lançamento do 5º leilão da iniciativa, com foco em inovação industrial e transição ecológica.
  • Durigan ressaltou a importância do estado investir e de melhorar o aproveitamento da mão de obra qualificada, destacando que o estado não é dono da verdade.
  • Em fevereiro, o Eco Invest mobilizou cerca de R$ 128 bilhões em capital após os três primeiros leilões, sendo o terceiro certame responsável por R$ 52,8 bilhões em investimentos privados.
  • O leilão funciona em formato de blended finance, atraindo capital privado com menor uso de recursos públicos, sob coordenação do Ministério da Fazenda e do Tesouro Nacional.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta segunda-feira, 25, que o investimento brasileiro em inovação, estimado em 1,9% do PIB, está abaixo do que é necessário para impulsionar a iniciativa privada e o governo conjuntamente. A afirmação foi proferida durante o Eco Invest Brasil, evento que marca a abertura do 5º leilão voltado a inovação industrial e à transição ecológica.

Durigan destacou a responsabilidade do Estado em promover um ambiente de investimento, ressaltando a importância de aproveitar melhor a mão de obra qualificada. O ministro ressaltou também que não há preponderância da atuação estatal sobre a iniciativa privada, defendendo a colaboração entre instituições privadas, universidades e o sistema financeiro.

Segundo o ministro, o governo deve atuar como catalisador de capital e mobilizar o setor financeiro para viabilizar projetos em parceria com a iniciativa privada. Em fevereiro, o Eco Invest já tinha mobilizado cerca de R$ 128 bilhões em capital após os três primeiros leilões, com o terceiro certame registrando forte entrada de recursos privados, inclusive de origem internacional.

Leilão Eco Invest Brasil

O formato do leilão envolve competição entre instituições financeiras para atrair o maior volume de capital privado, com o mínimo uso de recursos públicos, para projetos sustentáveis. O programa é coordenado pelo Ministério da Fazenda e pelo Tesouro Nacional, com uso do modelo de blended finance para financiar a transição ecológica.

Dados oficiais dos ministérios da Fazenda e do Meio Ambiente indicam que, até o lançamento da quarta rodada, o Eco Invest Brasil já havia mobilizado mais de R$ 75 bilhões em investimentos sustentáveis. O evento de abertura contou com a presença de Durigan e do ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, além de outros dirigentes.

Durante a apresentação técnica do quinto leilão, o secretário-executivo Rogério Ceron explicou detalhes do processo e das metas de captação. A iniciativa busca estruturar operações que reduzam a dependência de recursos públicos, ao mesmo tempo em que promovem inovação e sustentabilidade no parque industrial brasileiro.

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