- Mercados seguem sob tensão geopolítica, inflação elevada e dúvidas sobre a economia global, com crise trazendo oportunidades para empresas que geram caixa.
- Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, diz que a volatilidade não altera o fato de algumas companhias atravessarem tempestades melhor que outras.
- O desafio é separar o ruído de curto prazo dos fundamentos que sustentam o valor de uma empresa ao longo dos anos.
- A bolsa brasileira, diferente dos Estados Unidos, tem mais empresas ligadas à economia real — finanças, infraestrutura e recursos naturais — o que pode ajudá-las a absorver choques.
- Juros altos por mais tempo podem criar vencedores e perdedores, conforme a capacidade das empresas de crescer, financiar operações e estimular a demanda.
Com o aumento de tensões geopolíticas, inflação persistente e incertezas sobre a economia global, investidores olham para oportunidades em meio à volatilidade. A frase clássica “Compre ao som dos canhões; venda ao som dos violinos” volta a ganhar força no mercado.
Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, compartilhou a leitura em entrevista ao Janela de Mercado. Ele aponta que crises costumam testar a resistência de empresas e o valor de seus fundamentos ao longo do tempo.
Segundo Lima, a volatilidade causada por conflitos internacionais e disputas comerciais não muda a característica essencial do mercado: algumas companhias atravessam tempestades com maior consistência. O desafio é separar ruído de curto prazo dos fundamentos.
A bolsa brasileira, diferente dos EUA, tende a ter mais empresas da economia real, com forte ligação ao sistema financeiro, infraestrutura e recursos naturais. Essa composição pode favorecer negócios capazes de absorver choques externos.
Enquanto a trajetória de juros elevados pode criar vencedores e perdedores, algumas empresas convertem esse cenário em vantagem competitiva. Outras enfrentam maiores dificuldades para crescer, financiar operações e estimular demanda.
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