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Justiça de MG concede proteção contra credores à fabricante Estrela

Justiça de Minas concede liminar de recuperação judicial à Estrela, protegendo fornecedores e impedindo vencimento antecipado de contratos

Grupo Estrela afirma que a crise econômico-financeira foi gerada em razão da sobreposição de fatores estruturais e setoriais
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  • A Justiça de Minas Gerais concedeu liminar para proteger a fabricante Estrela contra execuções e cobranças de credores.
  • O grupo entrou com pedido de recuperação judicial na quarta-feira anterior, 20, com dívida total de R$ 109 milhões, conforme apresentado na ação.
  • A decisão, assinada pela juíza substituta Aline Cristina Modesto da Silva, impede interrupção de fornecimento por prestadores de serviços essenciais e veda vencimento antecipado de contratos.
  • Credores financeiros ficam proibidos de promover retenções, compensações, amortizações ou bloqueios contra o Grupo Estrela.
  • A magistrada justificou a liminar com base na possibilidade de dano irreparável até que o processamento da recuperação seja deferido, mantendo neutralidade sobre fatos que contribuíram para a crise.

A fabricante de brinquedos Estrela obteve uma liminar na Justiça de Minas Gerais para proteção contra cobranças de credores. A decisão foi proferida na sexta-feira, 22, após a empresa entrar com pedido de recuperação judicial.

O pedido de recuperação foi protocolado na última quarta-feira, 20, pela própria Estrela, que informou uma dívida total de R$ 109 milhões. A medida busca manter o fornecimento de serviços essenciais durante o processo.

A liminar, assinada pela juíza substituta Aline Cristina Modesto da Silva, da 1.ª Vara Cível da Comarca de Três Pontas, impede interrupções no fornecimento por credores de serviços essenciais e evita vencimento antecipado de contratos. Também proíbe retenções e bloqueios por credores financeiros.

Segundo a defesa da empresa, a crise histórico-setorial citada envolve abertura de mercado na década de 1990, concorrência de importados, alto custo de capital, contrabando e mudanças no comportamento de consumo infantil, fatores que contribuíram para o quadro econômico atual.

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