- A partir de terça-feira, 26, entra em vigor a atualização da NR-1, que exige identificação, avaliação e gestão de riscos psicossociais no ambiente de trabalho.
- A norma passa a incluir fatores como assédio moral, metas abusivas, sobrecarga e ergonomia, como iluminação adequada.
- Levantamento do Mapa do RH & DP 2026 mostra que cinquenta e sete vírgula oito por cento das empresas ainda não atualizaram o Programa de Gerenciamento de Riscos para incluir riscos psicossociais; quarenta e dois por cento afirmam ter o PGR com análise; vinte e sete por cento têm o programa, mas sem as novas exigências; vinte e dois por cento estão em elaboração e oito por cento não têm PGR formalizado.
- Profissionais destacam que a responsabilidade muda para documentação e monitoramento contínuo, com foco na prevenção e na demonstração de mecanismos de identificação e resposta aos riscos psicossociais.
- A implementação exige canais de denúncia, planos de ação e revisões periódicas; há debates sobre insegurança jurídica, mas especialistas avaliam que a NR-1 amplia a necessidade de comprovação das medidas preventivas.
A atualização da NR-1 entra em vigor nesta terça-feira, 26, exigindo que empresas identifiquem, avaliem e gerenciem riscos psicossociais no ambiente de trabalho. Entre os fatores estão assédio, metas abusivas, sobrecarga e questões ergonômicas, como iluminação adequada.
Levantamento da HR Tech Sólides, com exclusividade ao Estadão, mostra que 57,8% das empresas não atualizaram o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) para incluir esses aspectos. Apenas 42% afirmam ter o PGR com análise de riscos psicossociais.
Segundo especialistas, a mudança aumenta a necessidade de documentação e monitoramento. Além de segurança física, as organizações devem demonstrar mecanismos de identificação, prevenção e resposta aos riscos à saúde mental.
O que mudou na prática
A norma passa a exigir canais de denúncia, planos de ação e revisões periódicas das condições de trabalho para reduzir danos à saúde mental. Mesmo com o amadurecimento, a implementação ainda enfrenta entraves de recursos e entendimento técnico.
Para Quintiliano, do Velloza Advogados, o foco é preventivo. A empresa precisa comprovar que adota medidas razoáveis de identificação e mitigação dos riscos psicossociais, considerando o porte, o risco da atividade e a capacidade de gestão.
A pesquisa aponta que 90% dos profissionais de RH concordam com priorizar a saúde mental, mas apenas 25,4% das empresas oferecem acompanhamento psicológico como benefício. O desafio é criar um ambiente saudável sem perder produtividade.
Mesmo com pedidos de adiamento apresentados por entidades, a atualização avança. O objetivo é evitar punições automáticas, garantindo que as empresas demonstrem, de fato, as ações preventivas implementadas.
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