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Mercado eleva projeção de inflação para acima de 5% pela 1ª vez em 2026

Inflação prevista para 2026 sobe para 5,04%, com impactos da guerra no Irã e alta de combustíveis, aponta Focus

Além do IPCA, o boletim Focus desta 2ª feira (25.mai) mostra uma melhora na expectativa para o PIB (Produto Interno Bruto) de 2026. Subiu de 1,85% para 1,89%
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  • Mercado elevou a projeção da inflação para 2026 a 5,04%, a 11ª alta consecutiva, puxada pela guerra no Irã e pela alta de combustíveis.
  • O IPCA projetado para 2026 ficou em 5,04%, acima do teto da meta de 4,5% (centro da meta permanece em 3%).
  • A previsão para o PIB de 2026 subiu de 1,85% para 1,89%; para 2027, caiu de 1,77% para 1,70%.
  • Mantidas as apostas de juros, o mercado prevê a Selic encerrando 2026 em 13,25% (hoje em 14,50%), com 11,25% em 2027.
  • O câmbio projetado para fechamento de 2026 caiu de 5,20 para 5,17 reais por dólar; 2027, de 5,27 para 5,26.

O mercado financeiro elevou a projeção da inflação de 2026 para 5,04%, a 11ª alta consecutiva. O dado integra o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (25. mai). O ajuste mostra impacto dos preços de energia e combustíveis, acentuados pela guerra envolvendo o Irã.

Além do IPCA, o Focus aponta melhora na expectativa de PIB de 2026, de 1,85% para 1,89%. Para 2027, a previsão de crescimento caiu de 1,77% para 1,70%, sugerindo desaceleração da atividade econômica no médio prazo.

A projeção para a taxa Selic no fim de 2026 permanece em 13,25%. Para 2027, a estimativa fica em 11,25%, e para 2028 e 2029, os juros seguem em 10% ao ano. A taxa básica atual está em 14,50% ao ano, conforme decisão vigente.

O câmbio também recuou no relatório. O dólar de fechamento projetado para 2026 caiu de 5,20 para 5,17 reais, e para 2027 passou de 5,27 para 5,26 reais. O câmbio é um dos poucos itens com perspectiva de queda no estudo semanal do Banco Central.

Analistas atribuem a pressão inflacionária à escalada global dos combustíveis, consequência direta do conflito no Irã. O IPCA deve permanecer pressionado por mais tempo, o que dificulta cortes mais rápidos de juros nos próximos anos. O Focus aguarda a próxima reunião do BC em junho para novas sinalizações.

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