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Minha Casa Minha Vida sustenta o mercado imobiliário mesmo com Selic a 14,5%

Programa Minha Casa Minha Vida responde por quase cinquenta por cento das vendas do primeiro trimestre, mantendo o mercado imobiliário apesar da Selic a 14,5%

Minha Casa, Minha Vida (Foto:Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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  • Mesmo com a Selic a 14,5%, o Minha Casa Minha Vida respondeu por 49% das vendas de imóveis no primeiro trimestre de 2026, equivalentes a 54.510 unidades.
  • No período, foram vendidas 110.722 unidades, alta de 4,1% em relação ao mesmo trimestre de 2025.
  • Lançamentos somaram 97.802 unidades, queda de 4,9% em doze meses e recuo de 32,1% frente ao último trimestre de 2025.
  • O estoque final chegou a 350.891 unidades, alta de 8,2% em 12 meses, suficiente para cerca de 10 meses de vendas.
  • O programa respondeu por cerca de metade dos lançamentos do trimestre, com variações regionais: 83% dos lançamentos no Norte ligados ao MCMV e 18% no Sul.

O Minha Casa Minha Vida permanece como principal motor do mercado imobiliário brasileiro, mesmo com a Selic em 14,5%. A informação foi divulgada pela CBIC nesta segunda-feira (25) com base em dados de 221 cidades do país. O objetivo é sustentar o desenvolvimento do setor, segundo o levantamento.

No primeiro trimestre de 2026, o programa respondeu por 49% das vendas de unidades residenciais, equivalentes a 54.510 imóveis comercializados. O desempenho evidencia o MCMV como parte central do mercado, além de política habitacional.

Segundo a CBIC, o programa já atende também parte da classe média, ampliando seu alcance além do público tradicional. O cenário ocorre em meio a crédito ainda restrito e juros elevados, mas com demanda robusta.

Vendas e lançamentos no 1º trimestre

As vendas totalizaram 110.722 unidades no período, alta de 4,1% frente ao mesmo trimestre de 2025. Em relação ao último trimestre, houve queda de 2,6%, considerada sazonal pela indústria.

Os lançamentos somaram 97.802 unidades, recuando 4,9% ante o mesmo intervalo de 2025 e 32,1% frente ao quarto trimestre de 2025. A queda preocupa o ritmo de formação de estoque no curto prazo.

Estoque e participação regional

O estoque final chegou a 350.891 unidades, 8,2% acima de 12 meses. Em relação ao trimestre, houve recuo de 3,5%, ainda considerado confortável pela CBIC.

De acordo com o Caderno de Market Intelligence, o MCMV respondeu por cerca de metade dos lançamentos trimestrais. Em regiões, há variação relevante: Norte atingiu 83% dos lançamentos ligados ao programa, enquanto o Sul ficou em 18%.

Demanda e perfil de compra

A demanda permanece firme mesmo com juros elevados. Pesquisa da Brain Inteligência Estratégica aponta que 49% dos brasileiros pretendem comprar imóvel nos próximos 24 meses. Os principais motivos são sair do aluguel (38%), deixar de morar com os pais (12%) e investir (13%).

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