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Ministro diz não haver incompatibilidade entre empreendedorismo e fim da escala 6×1

Ministro afirma que fim da escala 6x1 não inibe empreendedorismo; redução de jornada abre espaço para formação e fortalecimento de negócios

Segundo o ministro, o papel do governo, neste momento, é pensar em uma boa transição e em mecanismos que ajudem esses empreendedores durante o processo - (crédito: )
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  • A PEC que encerra a escala 6×1 reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais e muda para 5×2, com 1 ano para implementação.
  • O ministro Paulo Pereira diz que a redução do tempo de trabalho abre espaço para fortalecer a formação profissional e, assim, o empreendedorismo.
  • O governo afirma que deve conduzir uma transição adequada e oferecer mecanismos de apoio aos empreendedores durante o processo, sem necessidade de compensação econômica.
  • Sobre o Desenrola Brasil, o primeiro programa movimentou cerca de R$ 50 bilhões; a segunda edição oferece descontos de até 80% para dívidas, com juros de 1,99% e prazos mais longos.
  • Segundo Pereira, o Desenrola 2 é mais eficaz para pessoas físicas, com descontos altos e períodos de pagamento ampliados.

O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira, disse acreditar em um cenário favorável para o empreendedor com a aprovação da PEC que acaba com a escala 6×1. A proposta reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais e adota a escala 5×2, sem redução salarial, com um ano para implementação.

Pereira destacou que a redução do tempo de trabalho aberto espaço para ampliar a formação profissional, o que pode impulsionar o empreendedorismo no país. Segundo ele, a PEC permite que brasileiros dediquem mais tempo a família, estudo, saúde e outras atividades, incluindo a possibilidade de empreender com mais vigor.

O ministro afirmou ainda que o governo deve facilitar a transição, sem necessidade de compensação econômica, e manter o diálogo com o mercado. Acredita que a economia está preparada para o novo modelo e que a atuação governamental deve ser de preparação e incentivo aos empreendedores durante o processo.

Desenrola Brasil

Sobre o programa de renegociação de dívidas Desenrola Brasil, Pereira afirmou que o governo herdou um cenário de endividamento alto entre famílias e políticas de crédito desorganizadas no primeiro ano de mandato. O primeiro Desenrola, criado no início do governo, movimentou cerca de R$ 50 bilhões e ajudou milhões de brasileiros com descontos e condições facilitadas.

Segundo o ministro, a edição lançada recentemente mantém o propósito de reduzir inadimplência com descontos maiores e prazos de pagamento mais longos. Ele citou que, para pessoas físicas com dívida de cartão de crédito, há descontos de até 80% e juros limitados a 1,99% no restante, com possibilidade de parcelamento mais amplo.

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