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Ministro do Desenvolvimento defende fim da escala 6×1 e critica Selic atual

Ministro defende fim da escala 6x1 e critica Selic de 14,5% como irreal e desnecessária, elevando custos e freando investimentos na indústria

— Foto: Wenderson Araujo/Valor
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  • O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, defendeu o fim da escala 6×1 de trabalho em evento no Rio de Janeiro.
  • Ele também criticou o patamar da Selic, hoje em 14,5% ao ano, classificando-o como irreal e desnecessário para a economia.
  • As declarações foram feitas durante seminário em celebração do Dia Nacional da Indústria, promovido pela Firjan.
  • O ministro citou que países como Portugal, Espanha, França, Reino Unido e Japão já reduziram jornadas, apontando benefícios como menor absenteísmo e maior qualificação.
  • Afirmou que o Parlamento é espaço de fortalecimento da democracia para discutir o tema, e mencionou que o presidente Lula tem defendido a discussão, com negociação junto ao Congresso.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, defendeu no Rio de Janeiro o fim da escala 6×1 de trabalho. A defesa ocorreu durante seminário de celebração do Dia Nacional da Indústria, promovido pela Firjan.

Ele argumentou que a jornada de 6×1 tem impactos na economia e citou exemplos de outros países que passaram a reduzir horas de trabalho. Segundo o ministro, a mudança pode diminuir o absenteísmo, favorecer a capacitação e estimular o aperfeiçoamento profissional.

O ministro também mencionou que o tema deverá passar pelo Legislativo, apontando que o Parlamento é espaço de fortalecimento da democracia para discutir a eventual supressão da escala. Sobre a política monetária, criticou a taxa Selic em 14,5% ao afirmar que está irreal e desnecessária.

Cenário macroeconômico e impactos na indústria

Para Elias Rosa, a Selic alta eleva o custo de capital de giro e freia investimentos industriais. Ele enfatizou que a política de crédito mais cara dificulta o planejamento de empresas do setor. Os comentários foram feitos após entrevistas durante o evento da Firjan.

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