- Multiplike prevê chegar a R$ 200 bilhões em volume de crédito concedido até 2030, com nova estrutura integrada para consolidar operações financeiras.
- A empresa lançou a SCFI, Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento, unificando atividades para viabilizar um modelo híbrido de crédito.
- O crédito híbrido combina flexibilidade do mercado de capitais com eficiência operacional de bancos, buscando menos custo e maior agilidade para empresas.
- A Fitch Ratings atribuiu ratings nacionais de longo e curto prazos à Multiplike Financeira S.A. pela primeira vez, com perspectiva estável, sustentados pelo suporte da empresa-irmã Multiplike Securitizadora S.A.
- A proposta envolve verticalização da operação, padronização de processos e maior controle regulatório, jurídico e tecnológico, visando maior transparência e redução de riscos.
A Multiplike apresentou um novo modelo de crédito híbrido ao lançar a SCFI, Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento, que unifica operações financeiras da empresa. A aposta é ampliar o crédito concedido no Brasil, com meta de R$ 200 bilhões até 2030.
No núcleo da novidade está a combinação entre capacidade de estruturação do mercado de capitais e a eficiência operacional de bancos, criando soluções mais ágeis e com menor custo para empresas. A iniciativa busca maior segurança jurídica e padronização regulatória.
A instituição também incorporou um novo elemento de validação: o rating nacional de longo e curto prazo da Multiplike Financeira S.A. pela Fitch Ratings, com perspectiva estável. A agência indicou potencial suporte da empresa-irmã Multiplike Securitizadora S.A. ao grupo.
Estrutura, validação e governança
A Fitch passou a monitorar o crédito consolidado do grupo, o que pode mudar a abordagem de rating no futuro. A securitizadora é apontada como fonte de suporte à Multiplike Financeira, cujos indicadores intrínsecos devem ganhar peso conforme o negócio amadurece.
O crédito híbrido permite personalizar garantias e condições, resultando em custos mais competitivos e menos fricção para acessos ao crédito. A verticalização interna compreende gestão de contas de pagamento, emissão de boletos e formalização de CCBs e NCCs.
Volnei Eyng, CEO da Multiplike, afirma que a experiência do tomador fica mais rápida e segura. Ele ressalta ainda que a verticalização reduz prazos e aumenta o controle regulatório, jurídico e tecnológico das operações.
Perspectivas e impactos no mercado
A empresa classifica a operação da SCFI no segmento S4 do Banco Central e estima capital mínimo regulatório de 10,5%. A Fitch prevê que, ainda com o crescimento esperado, o capital deverá permanecer adequado, com aportes adicionais e geração interna.
Para empresas, o modelo híbrido oferece maior transparência e controle de custos, além de reduzir dependência de intermediários. A expectativa é ampliar a adesão de clientes sem comprometer a qualidade do serviço.
Eyng informa que o foco atual é integrar SEC, FIDC, gestora e SCFI para ampliar a escala de crédito. A meta é tornar as soluções mais alinhadas às necessidades dos clientes, mantendo a conformidade regulatória e tecnológica.
A Multiplike projeta crescimento acelerado até 2030, consolidando-se como uma solução mais competitiva no mercado de crédito corporativo brasileiro. A operação busca atrair empresas com demandas por crédito mais eficiente e flexível.
Entre na conversa da comunidade