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Nordestino por trás da criação do Pix defende educação financeira

Nordestino por trás do Pix destaca foco no cidadão; inclusão financeira avança com 90% da população adulta com contas digitais

Angelo José Mont'Alverne Duarte.
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  • O engenheiro e economista Angelo José Mont’Alverne Duarte, cearense de Fortaleza, participou do desenvolvimento do Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central do Brasil em 2020.
  • Formado em Engenharia Eletrônica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica e doutor em Economia pela Fundação Getulio Vargas, ele atuou no Banco Central, no Ministério da Fazenda e no BIS.
  • O objetivo inicial, segundo Duarte, foi criar uma plataforma simples para o cidadão comum e para pequenos empreendedores, com um exemplo marcante de um vendedor de coco que ganhou agilidade nas transações.
  • O Brasil virou referência em pagamentos instantâneos e inclusão financeira, com cerca de 90% da população adulta tendo acesso a contas ou meios digitais; o Nordeste teve participação de estudantes no ITA nos anos noventa, abrindo espaço para novas gerações.
  • O Banco Central trabalha em novas funcionalidades para o Pix, como pagamentos automáticos, crédito integrado e ferramentas digitais para empresas e consumidores, visando ampliar ainda mais o acesso aos serviços financeiros.

O engenheiro e economista Angelo José Mont’Alverne Duarte, cearense de Fortaleza, está entre os nomes ligados ao desenvolvimento do Pix, o sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central em 2020. A trajetória inclui passagens pelo Banco Central, pela Fazenda e pelo BIS, sediado na Suíça.

Formado em Engenharia Eletrônica pelo ITA e doutor em Economia pela FGV, Duarte atua há anos no setor público e em organizações internacionais ligadas às finanças. Em entrevista à ITAEx, ele relembrou o papel da equipe na concepção da plataforma voltada aos cidadãos comuns e aos pequenos negócios.

O que motivou o projeto, segundo ele, foi criar uma solução simples e acessível que pudesse chegar a todos os perfis de usuários. Um vendedor de coco, ao relatar que o Pix facilitou sua rotina, foi citado como momento marcante, demonstrando o impacto real da tecnologia.

Educação técnica e Nordeste

O cearense ressaltou a importância da educação técnica para o desenvolvimento do país. Ele defende maior eficiência da educação pública e alinhamento do ensino às necessidades do mercado de trabalho. A presença nordestina no ITA nos anos 1990 também foi destacada, com estudantes de Ceará, Pernambuco e Bahia ganhando espaço sem migrar para o eixo Rio-São Paulo.

Essa mudança, segundo Duarte, abriu portas para novas gerações de estudantes da região e contribuiu para ampliar a base técnica no Brasil.

Pix em expansão

Apesar da consolidação, Duarte aponta que o Pix deve ganhar novas funcionalidades nos próximos anos. O Banco Central trabalha em soluções como pagamentos automáticos, crédito integrado e ferramentas digitais para empresas e consumidores, com o objetivo de ampliar ainda mais o acesso aos serviços financeiros digitais.

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