Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Norte e Nordeste mudam a cara do Tesouro Direto

Tesouro Direto cresce no Norte e Nordeste acima da média nacional, com 15,7% e 15,4%, ampliando a base de investidores e abrindo portas para pequenos aportes

Tesouro Direto nos estados brasileiros — Foto: Getty Image
0:00
Carregando...
0:00
  • Norte e Nordeste lideram o crescimento de investidores no Tesouro Direto, com alta de 15,7% e 15,4% em doze meses, acima do Sudeste (11,7%) e da média nacional (cerca de 15,23%).
  • Acre (17,1%) e Rondônia (18,9%) aparecem entre as maiores altas regionais; Paraíba manteve-se na liderança regional com 17,2%.
  • O Tesouro Selic, com aplicações a partir de dez reais, ganha espaço entre quem guarda reserva de emergência e busca liquidez.
  • O programa passou a oferecer soluções segmentadas, como Educa+ e RendA+, para atender objetivos específicos e reduzir barreiras de entrada.
  • O tíquete médio caiu de R$ 1.230 para R$ 901, indicando maior participação de poupadores menores e foco em investimentos de longo prazo com renda real acima da inflação.

O Tesouro Direto ganha fôlego no Norte e no Nordeste, com crescimento de investidores acima da média. Entre 12 meses, o Norte avançou 15,7% e o Nordeste 15,4%, ante 11,7% do Sudeste, o menor entre as regiões. A média nacional ficou em 15,23%.

Em Rio Branco, Acre, a professora Ana Maria Barreto, 42 anos, trocou a poupança pelo Tesouro Selic, título mais simples do programa. Ela viu que é possível investir com pouco dinheiro e que o Tesouro Selic oferece liquidez para reserva de emergência.

Ainda em Acre, o crescimento local do Tesouro Direto chamou a atenção: o estado registrou alta de 17,1% no número de investidores no último ano, a segunda maior da região. Rondônia liderou o país, com 18,9% de expansão na base de investidores.

Na prática, o Estado de Juazeiro, na Bahia, mostra a experiência de empresários que migraram parte de seus recursos para o Tesouro IPCA+, buscando proteção contra inflação. O comerciante Francisco Arrais, 38 anos, diz ter buscado previsibilidade para o negócio.

A migração regional está cada vez mais acelerada. No Nordeste, a região ampliou a base de CPFs ativos no Tesouro Direto de 214 mil para mais de 482 mil em quatro anos, com a Paraíba registrando 17,2% de crescimento no último ano.

Segundo o Balanço do Tesouro Direto (BTD) de março de 2026, o Norte e o Nordeste apresentaram crescimento combinado de 125% em quatro anos, superando o ritmo nacional. A distribuição de investidores está se aproximando da demografia do país.

O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, aponta que o crescimento também ocorre nas regiões tradicionalmente mais conectadas ao investimento, como o Sudeste. A tendência indica democratização do acesso a títulos públicos com aportes menores.

Especialistas ressaltam que o efeito não significa substituição de estados mais tradicionais, mas sim adesões mais fortes em regiões com menor base histórica de investidores. O movimento é explicado pela facilidade de acesso e pela atratividade dos títulos com baixos aportes.

Avaliações de pesquisadores sugerem que a popularidade do Tesouro Selic e dos títulos atrelados à inflação (IPCA) é reflexo da busca por segurança financeira. O público alvo atual tende a ser o pequeno poupador, com objetivos de médio a longo prazo.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais