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Nova York planeja incluir bairros de imigrantes na festa da Copa

Nova York envolve bairros de imigrantes na Copa, com ações do SBS para atrair clientes e promover festival esportivo itinerante

Jacques Brunvil exibe pôster da Copa do Mundo durante evento promovido pelo SBS no bairro Little Haiti, em Nova York
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  • Nova York quer ligar bairros de imigrantes à Copa do Mundo, incluindo Little Haiti, no Brooklyn.
  • Mesmo com o clima de desânimo causado por políticas de imigração do governo Trump, há esforços para apoiar comerciantes locais nesses bairros.
  • O Departamento de Serviços para Pequenas Empresas e a prefeitura estão preparando um calendário de eventos, vídeos nas redes e ações promocionais para atrair visitantes aos bairros, com cerca de seiscentos estabelecimentos já inscritos.
  • A ideia é transformar a cidade em um festival esportivo itinerante, com torcedores se movendo entre bairros para acompanhar partidas de acordo com os países.
  • Ingressos para Haiti x Escócia, no dia treze de junho em Boston, aparecem acima de US$ seiscentos na plataforma de venda, sinalizando potencial impacto econômico para os comerciantes locais.

No bairro Little Haiti, no Brooklyn, Nova York, a prefeitura pretende conectar comunidades de imigrantes à Copa do Mundo, ainda que o clima de desânimo persista em áreas atingidas por políticas de imigração. A iniciativa envolve ações municipais para estimular participação popular e comércio local.

Equipes do SBS, braço do governo voltado a pequenas empresas, percorrem bairros antes do início do torneio para destacar oportunidades comerciais ligadas ao evento. A ação é liderada por Zohran Mamdani, democrata e filho de imigrantes, com visitas programadas até 11 de junho.

A cidade prepara um calendário de eventos para visitantes vivenciarem partidas nos bairros, não apenas em áreas turísticas de Manhattan. Vídeos curtos serão divulgados nas redes sociais para promover transmissões locais e engajar consumidores.

Estratégias de engajamento e alcance

O programa também vai distribuir copos promocionais a bares e restaurantes, com cerca de 600 estabelecimentos já inscritos. A expectativa é abrir um novo espaço de mercado para empreendedores que atuam nesses distritos.

Brunvil, integrante do Departamento de Serviços para Pequenas Empresas, afirma que a Copa oferece oportunidade de atrair novos clientes. Há a visão de um festival esportivo itinerante que valoriza a diversidade da cidade.

O foco amplia-se para bairros do Queens e do Bronx, com a ideia de que torcedores se desloquem entre comunidades para acompanhar partidas de diferentes seleções. A gestão municipal enxerga o evento como impulso econômico local.

A pessimista leitura sobre medidas federais de imigração não altera a percepção de que a Copa pode trazer movimento pontual. Estabelecimentos de Little Haiti enfrentam incertezas com o ICE, mas ainda visam captar público durante as transmissões.

No Golden Blue Bar & Restaurant, movimento tem sido irregular desde 2020, com impactos da pandemia e das políticas migratórias. A administração do restaurante espera que a Copa fortaleça a presença de haitianos em espaços públicos de fruição esportiva.

Os ingressos para a estreia do Haiti contra a Escócia, em 13 de junho, em Boston, têm alta procura e chegam a valores elevados na plataforma de venda secundária. A expectativa é de maior circulação de torcedores nas comunidades locais.

A proprietária do restaurante ressalta que a cobertura midiática sobre o Haiti tem retratos complexos, mas a comunidade mantém resistência cultural. A pretensão é que a Copa seja associada a momentos de celebração e união comunitária.

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