- Em 2026, 22% dos carros elétricos vendidos na Europa vieram da China nos primeiros quatro meses (jan-abr), aponta a Benchmark Mineral Intelligence.
- Esse share subiu em relação aos 19% de 2025 e cresceu 27% na comparação com o mesmo período de 2025; foram 400 mil veículos elétricos da China vendidos na Europa.
- A BYD é a quarta maior vendedora de carros elétricos na Europa e a que mais cresce; três carros chineses estão entre os 10 híbridos plug-in mais vendidos no continente.
- As tarifas da União Europeia sobre veículos chineses, alegando subsídios, não frearam a expansão e afetam também fabricantes europeus que importam da China; a Tesla também sofre com essas barreiras.
- As políticas impactaram especificamente a Seat S.A, com o Cupra Tavascan, segundo o relatório.
A União Europeia continua a ver a participação chinesa crescer no mercado de carros elétricos, mesmo com tarifas impostas. Dados de início de 2026 mostram que a China domina quase um quinto das vendas de EVs na região.
Segundo a Benchmark Mineral Intelligence, 22% dos carros elétricos vendidos na Europa entre janeiro e abril de 2026 vieram da China. O crescimento é expressivo frente aos 19% de 2025, representando 400 mil EVs chineses nesse período.
Parte desse avanço vem de fabricantes chineses, que apresentam expansão acelerada apesar das barreiras comerciais. A União Europeia impõe tarifas a carros fabricados na China, alegando subsídios, o que tem impacto sobre importadores europeus.
A BYD destaca-se nesse cenário, passando a ser a quarta maior vendedora de veículos elétricos na Europa e a mais rápida em crescimento. Três modelos chineses aparecem entre os 10 híbridos plug-in mais vendidos no continente.
A situação afeta também marcas fora da China, como a Tesla, cuja atuação na Europa é impactada pelas tarifas. Entre as perdas, destaca-se a Seat S.A., associada ao Cupra Tavascan, que enfrenta barreiras ao importar modelos da China.
Mudanças no cenário europeu
O relatório ressalta que a incidência de veículos chineses abrange tanto unidades fabricadas na China quanto trajetórias de produção em outras geografias. A leitura sugere que o combate tarifário não freou a entrada de produtos chineses no mercado.
Analistas destacam que o desempenho de BYD e de outras marcas chinesas reforça a necessidade de ajustes políticos e comerciais entre UE e fabricantes. A tendência de crescimento persiste nos primeiros quatro meses de 2026.
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