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Pesquisa indica torcedor pagará 32% a mais por produtos na Copa

Copa de 2026 eleva a cesta de itens para torcedores em 32,5% ante 2022, com chocolate 66,6% mais caro, sorvete quase 45% e cerveja 27,5%

Para o torcedor brasileiro, o item que mais vai pesar no bolso é o chocolate em barra e bombom
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  • A cesta de itens tradicionais consumidos durante a Copa de 2026 ficou 32,5% mais cara em relação à Copa de 2022, segundo levantamento da Rico.
  • O IPCA acumulou alta de 21,0% nos últimos quatro anos, ficando abaixo do aumento da cesta para a Copa.
  • O chocolate em barra e bombom lidera as altas, com aumento de 66,6%, impulsionado pela crise global do cacau.
  • Sorvete subiu quase 45%, enquanto bebidas alcoólicas, sucos, refrigerante e água também ficaram mais caros por alta de insumos e embalagens.
  • A cerveja aumentou 27,5% desde a última Copa; carnes para churrasco tiveram alta de 12,9%.

A Copa do Mundo de 2026 deve impactar o bolso dos torcedores brasileiros de forma mais expressiva, segundo levantamento da Rico. A cesta de itens tradicionalmente consumidos durante os jogos ficou 32,5% mais cara em relação à edição de 2022. O aumento supera a inflação dos últimos quatro anos no Brasil.

A comparação aponta que o IPCA acumula alta de 21,0% nesse período, o que amplia o efeito do reajuste para as despesas associadas aos jogos. O estudo analisa itens comumente comprados durante as partidas, como alimentos e bebidas.

Impacto no consumo durante a Copa

Entre os itens, o chocolate em barra e bombom registrou alta de 66,6%, puxado pela crise global do cacau, com a cotação da commodity chegando a quase US$ 10 mil em 2024. O sorvete subiu quase 45% no período analisado.

Bebidas alcoólicas, sucos, refrigerantes e água também assinalaram elevações, influenciadas pela alta de insumos como açúcar, embalagens e por impactos climáticos nas cadeias de suprimento. A cerveja teve alta de 27,5% desde a última Copa.

Por outro lado, carnes ficaram menos pressionadas, com aumento de 12,9%, o que pode impactar o preparo de churrascos durante os jogos. O estudo cita o menor ritmo de alta para esse grupo de produtos.

Maria Giulia Figueiredo, analista de research da Rico, comenta que o efeito é mais perceptível naqueles itens ligados ao consumo coletivo e ao lazer durante a Copa.

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