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Pix atingirá 46% dos pagamentos em lojas físicas até 2030

Relatório Global Payments aponta que apps de pagamento devem alcançar 46% das transações em lojas físicas até 2030, impulsionados por QR codes e interoperabilidade

Segundo o relatório da Global Payments, QR codes e interoperabilidade estão impulsionando os desenvolvimentos na região da Ásia-Pacífico; na imagem, função de pagamento via Pix em aplicativo bancário
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  • Pix e aplicativos de pagamento devem representar 46% dos pagamentos em lojas físicas até 2030, equivalentes a US$ 15,6 trilhões.
  • A 11ª edição do Global Payments Report analisa 42 mercados, com a empresa combinada Worldpay Global Payments em atuação em mais de 175 países.
  • No Brasil, carteiras digitais e A2A representaram 46% dos pagamentos presenciais em 2025; dinheiro em espécie e cartões somaram 54%.
  • Na China, apps respondem por 89% do valor transacionado em lojas físicas, o maior índice global; Índia (65%), Tailândia (56%), Hong Kong (54%) e Vietnã (52%) também passam de 50%.
  • O relatório indica crescimento de 8% ao ano para pagamentos por apps em lojas entre 2025 e 2030.

O Pix e outros aplicativos de pagamento devem responder por quase metade das transações em lojas físicas até 2030, segundo o Global Payments Report 2026. A projeção aponta 46% do valor total, equivalente a US$ 15,6 trilhões, nos 42 mercados analisados. A fusão entre Worldpay e Global Payments formou a base da análise.

O relatório, na 11ª edição, cobre mais de 175 países e foca em mudanças na forma como consumidores pagam presencialmente. A pesquisa destaca o papel de QR codes, interoperabilidade e regulações que afetam a competição no setor de pagamentos na Europa e na região Asia‑Pacífico.

Conforme o estudo, os pagamentos por aplicativo já dominam cinco grandes mercados, incluindo China e Índia, com crescimento estimado de 8% ao ano entre 2025 e 2030. O ritmo é superior ao observado nos pontos de venda globais, segundo o relatório.

Projeção de crescimento

Apps de pagamento, carteiras digitais e A2A devem ampliar sua participação com força até 2030, conforme o relatório. Em 2025, eles responderam por parte expressiva das transações presenciais, e a projeção mostra aceleração adicional nos próximos anos.

O documento relembra que, em 2023, os aplicativos representaram 37% do valor transacionado em lojas físicas, totalizando US$ 10,6 trilhões. Em 2024, o share caiu para 34%, correspondente a US$ 9,3 trilhões, antes da previsão de crescimento acelerado.

A estimativa aponta que o uso de apps cresce 135% mais rápido do que o aumento global de pontos de venda. A expansão depende de interoperabilidade, rapidez de processamento e adoção regulatória favorável.

Cenário no Brasil

No Brasil, carteiras digitais e A2A representaram 46% dos pagamentos em lojas físicas em 2025, frente a 54% de dinheiro e cartões. Os cartões, especialmente de crédito, ainda respondem pela maior fração do valor transacionado.

O relatório indica que os brasileiros costumam usar cartões dentro de carteiras digitais, com Mastercard e Visa destacando-se como as principais bandeiras. O Pix já está disponível fora do Brasil, incluindo Argentina, Chile, Portugal, Espanha e EUA, permitindo pagamentos entre carteiras digitais internacionais e comerciantes locais.

Liderança global

Na China, apps de pagamento atingiram 89% do valor transacionado presencialmente, o índice mais alto do mundo. A adoção de QR codes e o uso consolidado de Alipay e WeChat Pay contribuíram para a dominância sobre os cartões. Outros mercados com participação de apps acima de 50% em 2025 incluem Índia (65%), Tailândia (56%), Hong Kong (54%) e Vietnã (52%).

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