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Redução da fila aponta relação com aumento dos gastos do INSS

Bloqueio de R$ 22,1 bi no Orçamento visa reduzir a fila de pendências do INSS, cortando custeio e investimentos

Fachada do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em Brasília (DF)
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  • Governo anunciou bloqueio de R$ 22,1 bilhões no Orçamento para reduzir a fila de atendimentos do INSS, via ajuste em despesas discricionárias.
  • As projeções indicaram aumento de gastos obrigatórios com benefícios previdenciários em R$ 11,5 bilhões e com o BPC em R$ 14,1 bilhões.
  • A meta de reduzir a fila de pedidos de aposentadorias e outros benefícios foi vinculada a esse reajuste de gastos.
  • O governo estima déficit primário de R$ 60,3 bilhões este ano, e, usando exceções de contabilidade, prevê superávit de apenas R$ 4,1 bilhões, ainda abaixo da meta de R$ 34,3 bilhões.
  • Índices da Previdência apontam crescimento dos gastos do INSS, com estrutura deficiente: quase metade dos servidores em regime remoto e grande parte das agências sem atendimento ao público.

Despesas com previdência levaram o governo Lula a bloquear 22,1 bilhões de reais no Orçamento deste ano, para reduzir a fila de requerimentos do INSS. O bloqueio abrange despesas discricionárias, como custeio da máquina pública, investimentos e parte de emendas.

A medida decorre de uma revisão para cima das projeções de despesas obrigatórias com benefícios previdenciários, de 11,5 bilhões de reais, e do Benefício de Prestação Continuada, de 14,1 bilhões. O objetivo é manter o equilíbrio fiscal enquanto acelera a concessão de benefícios.

O anúncio ocorreu na semana passada, explica a equipe econômica. A iniciativa é apresentada como resposta a promessas de campanha de ampliar a celeridade na análise de benefícios.

Segundo novas projeções oficiais, o governo prevê déficit primário de 60,3 bilhões de reais neste ano. Mantendo exceções, a estimativa aponta um superávit de 4,1 bilhões, bem abaixo da meta de 34,3 bilhões.

A fila do INSS registrou melhora: de 3,1 milhões de requerimentos em fevereiro, caiu para 2,3 milhões em maio, uma redução de 8% em 15 dias, segundo o Ministério da Previdência.

Dados de outubro de 2025 mostram gargalos estruturais no INSS: 46% dos 18,8 mil servidores em regime remoto total ou parcial, e 70% das unidades sem atendimento ao público.

A infraestrutura física denuncia falta de verbas, o que dificulta a retomada do atendimento presencial e priorização de casos urgentes, citando ainda déficits em tecnologia e gestão.

Estimativas da Instituição Fiscal Independente indicam que os gastos previdenciários do INSS devem subir de 8,1% do PIB em 2023 para 9,1% até 2030, reforçando a necessidade de reformas a serem debatidas após as eleições.

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