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Relatório do BC aponta que Master não colocou sistema financeiro em risco

Relatório do BC confirma que a liquidação do Master não gerou risco sistêmico; o FGC indenizou clientes e a confiança no SFN permanece elevada

Banco Central também nega impacto relevante das tensões no Oriente Médio, mas cita alto custo de crédito. (Foto: Leonardo Sá/Agência Senado)
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  • O Banco Central afirmou no Relatório de Estabilidade Financeira que a liquidação extrajudicial do conglomerado Master não gerou riscos sistêmicos ao Sistema Financeiro Nacional.
  • Os mecanismos do Fundo Garantidor de Créditos foram acionados, e os clientes ressarcidos levaram o dinheiro para bancos maiores, como já era esperado, mantendo a resiliência do SFN.
  • Mesmo com fraudes identificadas na operação Compliance Zero, a confiança no sistema financeiro permaneceu elevada, com 78% dos entrevistados confiando muito ou totalmente no setor.
  • O relatório aponta aumento no custo de crédito: de 19,84% em 2024 para 20,93% em 2025, atribuído à política monetária mais restritiva e à Selic, que caiu de 15% para 14,5% ao ano.
  • Em audiência no Senado, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, disse que não houve exposição da economia a riscos e comparou o Master a um time de futebol de terceira divisão; ele também informou afastamento de servidores envolvidos em consultorias ao Master e que a apuração continua.

O Banco Central (BC) informou no Relatório de Estabilidade Financeira de maio que a liquidação extrajudicial do conglomerado Master não gerou riscos ao Sistema Financeiro Nacional (SFN). O documento confirma a posição reiterada pelo presidente Gabriel Galípolo.

O BC destaca que os mecanismos de proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) foram acionados e que houve ressarcimento aos clientes, que migraram recursos para bancos maiores. Mesmo com fraudes apuradas, a confiança no SFN permaneceu alta.

O relatório aponta aumento no custo de crédito: 19,84% em 2024 para 20,93% em 2025. A elevação é atribuída à política monetária mais restritiva, com a Selic em 14,5% ao fim do processo de redução gradual pelo Copom.

Durante audiência no Senado, Galípolo comparou o Master a um time de futebol de terceira divisão, para explicar a posição do grupo S3 no sistema financeiro. Ele reiterou que a liquidação não expôs a economia a riscos. Também informou que servidores envolvidos em supostas consultorias foram afastados e a apuração continua.

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