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Ressarcidos pelo FGC após caso Master concentram investimentos em bancões, diz BC

Clientes ressarcidos pelo FGC aplicaram em bancos de maior relevância sistêmica, com R$ 40,4 bilhões pagos e 55,1% em títulos de instituições financeiras

Fachada do Banco Master — Foto: Agência O Globo
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  • Clientes ressarcidos pelo FGC após o caso Master migraram recursos para grandes bancos, segundo o BC.
  • Relatório de Estabilidade Financeira do BC aponta que esse movimento ocorreu em linha com o esperado em eventos de resolução bancária.
  • Entre 19 de janeiro e 27 de fevereiro deste ano, o FGC estimou cobertura total de R$ 40,4 bilhões para Master, Master BI e Letsbank; R$ 37,7 bilhões foram pagos aos clientes e R$ 2,7 bilhões ficaram pendentes.
  • Do montante já pago, a maioria permaneceu no sistema bancário via títulos emitidos por instituições financeiras, somando R$ 20,77 bilhões (55,1%).
  • Grandes bancos absorveram 40,9% e 24,2% dos recursos em títulos de instituições financeiras, sinalizando concentração em instituições de maior relevância sistêmica.

A liquidação extrajudicial das instituições do conglomerado Master movimentou o mercado financeiro, mas não derrubou o SFN. O Banco Central informa que os clientes ressarcidos pelo FGC investiram novamente em grandes bancos, em linha com o esperado em resoluções bancárias.

O BC divulgou o Relatório de Estabilidade Financeira, publicado nesta segunda-feira, 25. Segundo o documento, entre 19 de janeiro e 27 de fevereiro, o FGC estimou cobertura total de R$ 40,4 bilhões para cobrir o rombo das instituições Master, Master BI e Letsbank. Desse total, R$ 37,7 bilhões já foram pagos.

Despesas remanescentes chegaram a R$ 2,7 bilhões ao final do período. A maior parte dos recursos foi reinvestida no sistema bancário por meio de títulos emitidos por IFs, com destaque para grandes instituições. A ação acompanhou o padrão observado em eventos de resolução bancária.

Destinos dos recursos

  • Títulos emitidos por Instituições Financeiras: R$ 20,77 bilhões (55,1%)
  • Outros títulos privados: R$ 1,47 bilhão (3,9%)
  • Outras destinações: R$ 15,46 bilhões (41%)

Os dados indicam que bancos de maior relevância sistêmica absorveram boa parte dos aportes. Grandes bancos S1 concentraram 40,9% e S2, 24,2% dos recursos, sinalizando preferência por instituições de maior porte após o ressarcimento.

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