- Jefferson Macedo, diretor de Relações Públicas da Abras, disse que a discussão sobre a escala 6×1 precisa ir além da jornada e considerar mudanças estruturais no mercado de trabalho.
- Durante o CB Debate promovido pelo Correio Braziliense, ele informou que a revisão deve avaliar impactos futuros sobre empresas e geração de empregos e citou que varejo já usa formatos diferentes (5×2, 3×4).
- Segundo ele, as normas atuais criam limitações para formatos mais flexíveis que atendam aos interesses de empregados e empregadores, e a discussão é mais ampla que corrigir distorções.
- Macedo destacou déficit de profissionais em vários setores, com about 600 mil vagas abertas no varejo supermercadista e mais de 100 mil vagas em tecnologia.
- Também questionou a informalidade, perguntando como a legislação protege trabalhadores fora do regime formal, como entregadores por aplicativo e autônomos, e afirmou que mudanças devem envolver diversos setores antes de serem definidas.
O diretor de Relações Públicas da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Jefferson Macedo, defendeu que a discussão sobre a escala 6×1 precisa ir além da redução da jornada semanal. O tema foi apresentado durante o CB Debate promovido pelo Correio Braziliense, com apoio de representantes da indústria e do setor de transporte.
Macedo afirmou que a revisão das regras trabalhistas deve considerar impactos futuros sobre empresas e geração de empregos. Segundo ele, o varejo já vem adotando modelos diferentes do formato tradicional, como 5×2, 3×4 e outras combinações permitidas pela legislação.
O dirigente reforçou que a discussão é ampla e envolve soluções estruturais para que as decisões tenham efetividade no futuro. Ele citou limitações presentes nas normas atuais que dificultam formatos mais flexíveis que atendam aos interesses de empregados e empregadores.
Deficit de profissionais e informalidade
Macedo destacou a dificuldade de contratação em diversos setores. Segundo ele, o segmento supermercadista possui cerca de 600 mil vagas em aberto. Também mencionou déficits em áreas de transporte e tecnologia, com mais de 100 mil vagas não preenchidas em tecnologia.
Ele afirmou que mudanças na escala de trabalho, por si sós, não resolvem problemas de empregabilidade nem o interesse da população por determinadas funções. A expansão da informalidade no país foi outro tema questionado pelo dirigente, que comentou a falta de proteção para trabalhadores informais como entregadores por aplicativo.
O representante da Abras ressaltou a necessidade de envolver trabalhadores, empresários e representantes de diferentes setores na definição de mudanças permanentes. Segundo ele, as decisões tomadas hoje impactarão as próximas gerações e o funcionamento da economia brasileira, devendo proporcionar ganhos tanto para trabalhadores quanto para negócios.
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