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BCE deve elevar juros em junho, afirma membro do Conselho

Mesmo com possível acordo de paz com o Irã, alta de juros em junho é necessária diante do choque de energia e da inflação persistente, diz Schnabel

Isabel Schnabel, membro do Conselho do BCE, em 22 de novembro de 2019
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  • A membros do Conselho do BCE, incluindo Isabel Schnabel, defendem aumento das taxas de juros em junho, mesmo se houver acordo de paz com o Irã, devido ao choque persistente de energia e à inflação acima da meta.
  • A inflação na zona do euro ficou em 3% no mês passado, com riscos de novas altas e efeitos secundários de custos de energia.
  • Schnabel afirma que impactos da guerra já causaram danos à infraestrutura de energia e às cadeias de oferta globais, justificando reação da política monetária.
  • Após junho, a BCE deve reavaliar a postura a cada reunião, sem compromisso com novo movimento, apesar de a projeção básica já incluir dois aumentos.
  • A economia da zona do euro permanece fraca, com previsões de crescimento mais moderadas e riscos negativos para o crescimento, além de pressões inflacionárias.

O Banco Central Europeu deve elevar as taxas de juros em junho, segundo a visão de Isabel Schnabel, membro do Conselho do BCE. O argumento é que o choque de energia persiste e influencia a inflação, mesmo com sinais de avanço nas negociações com o Irã.

Schnabel afirma que não há espaço para avaliações superficiais diante da gravidade do choque atual. Ela aponta que o BCE precisa agir em junho para conter a pressão inflacionária, independentemente de um possível acordo de paz com o Irã.

Mesmo com avanços na agenda diplomática, a autoridade destaca que danos à infraestrutura de energia e cadeias globais já foram causados. Assim, a política monetária pode exigir resposta firme para evitar contágio aos preços.

Perspectivas de inflação e crescimento

A inflação atingiu 3% no último mês, com riscos de alta. Evidências de efeitos secundários, como pressões sobre bens e serviços, já aparecem em pesquisas do BCE e dados de confiança da Comissão Europeia.

Schnabel aponta sinais de espalhamento do choque para a cesta de consumo e alerta para riscos negativos ao crescimento econômico na região, além de riscos inflacionários ascendentes. Mantém-se a avaliação de política para os próximos encontros.

A projeção básica do BCE já prevê dois aumentos, com mercado prevendo mais. Economistas, contudo, veem apenas dois aumentos seguidos de cortes em 2027, segundo levantamento da Reuters.

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